26/Oct/2026
Os contratos futuros de milho negociados na Bolsa de Chicago fecharam em queda na sexta-feira (23/10), pressionados pelas condições climáticas favoráveis ao avanço da colheita nos Estados Unidos e pela perspectiva de mais uma safra superior a 400 milhões de toneladas. O vencimento dezembro recuou 4,50 cents, equivalente a 0,98%, e fechou a US$ 4,56 por bushel. Na semana passada, o contrato acumulou desvalorização de 3,85%. A previsão para os próximos dias indica condições favoráveis aos trabalhos de campo em grande parte dos Estados Unidos, com precipitações pontuais, breves e de baixa intensidade.
A perspectiva de continuidade da colheita e de ampla disponibilidade do cereal manteve a pressão sobre os preços. A valorização do dólar em relação ao euro também contribuiu para a queda das cotações, ao reduzir a atratividade das commodities norte-americanas para compradores europeus. A União Europeia ampliou significativamente as importações de milho no atual ano comercial, após uma safra prejudicada por sucessivas ondas de calor. Nesse contexto, os embarques dos Estados Unidos para o bloco mais do que triplicaram em relação ao mesmo período do ciclo anterior, alcançando 2,9 milhões de toneladas. Os dados semanais de exportações norte-americanas ofereceram suporte limitado ao mercado.
O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) informou que os exportadores venderam 1,527 milhão de toneladas de milho na semana encerrada em 15 de outubro, volume ligeiramente superior à expectativa dos analistas, de até 1,5 milhão de toneladas. Apesar do resultado semanal, as vendas acumuladas da safra 2026/27 somaram 22,19 milhões de toneladas, queda de 33,9% ante igual período do ano anterior. O USDA também informou que os exportadores relataram uma venda de 116 mil toneladas de milho para destinos desconhecidos, com entrega prevista para o ano comercial 2026/27. A operação representa demanda adicional, mas não foi suficiente para neutralizar a pressão exercida pelo avanço da colheita, pela perspectiva de ampla oferta e pelo fortalecimento do dólar.