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28/Oct/2026

Preços do milho estão pressionados em outubro

Segundo o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), o avanço da semeadura da soja em Mato Grosso e o progresso da colheita nos Estados Unidos pressionaram as cotações do milho no mercado disponível e nas bolsas em outubro. Em contrapartida, a produção brasileira de etanol de milho cresceu 23,71% no terceiro trimestre de 2026, na comparação com igual período do ano passado. Em Mato Grosso, o preço médio parcial do milho disponível registra recuo de 3,82% em relação a setembro, para R$ 46,66 por saca de 60 Kg. O avanço do plantio da soja reduz as preocupações com atrasos no calendário agrícola e favorece a semeadura do milho dentro da janela considerada ideal. A cotação média estadual registra queda de 3,24% nos últimos sete dias, para R$ 44,99 por saca de 60 Kg. No mercado internacional, a cotação média semanal do milho na Bolsa de Chicago recuou 3,75%, para US$ 4,61 por bushel.

A pressão decorre do avanço dos trabalhos de campo nos Estados Unidos e da perspectiva de uma safra que poderá ser a segunda maior da história do país. Na B3, o contrato corrente caiu 3,05%, para R$ 65,69 por saca de 60 Kg, enquanto o Indicador Cepea Campinas (SP) registra queda de 1,22%, para R$ 64,38 por saca de 60 Kg. Em sentido contrário, o prêmio de exportação no Porto de Santos subiu 7,95%, para US$ 0,88 por bushel. No segmento de biocombustíveis, dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) indicam que a produção brasileira de etanol de milho alcançou 2,90 milhões de metros cúbicos entre julho e setembro, ante 2,35 milhões de metros cúbicos no mesmo intervalo de 2025. Com isso, a participação do cereal na produção total de etanol do País aumentou de 16,29% para 20,00%, reforçando sua importância na matriz nacional de biocombustíveis.

Mato Grosso liderou a produção de etanol de milho no terceiro trimestre, com 1,76 milhão de metros cúbicos, equivalente a 60,72% do volume nacional. Na sequência, apareceram Mato Grosso do Sul, com 539,22 mil metros cúbicos; Goiás, com 262,02 mil metros cúbicos; e Maranhão, com 220,29 mil metros cúbicos. A expansão do processamento de milho para produção de etanol amplia a demanda industrial pelo cereal e fortalece sua utilização para além dos mercados de alimentação animal e exportação. A possibilidade de armazenar o grão também permite o abastecimento contínuo das usinas ao longo do ano, sem dependência exclusiva do período de colheita da cana-de-açúcar. Assim, enquanto o avanço da oferta e dos trabalhos agrícolas pressiona as cotações do milho no curto prazo, o crescimento da indústria de etanol constitui um vetor de demanda para o mercado interno. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.