28/Oct/2026
A alta do dólar impulsiona os preços do milho para exportação e pode estimular a volta de compradores de ração e etanol que adiaram negócios até o fim das eleições. Mas, não se espera corrida altista no milho porque a oferta é elevada. Com o dólar mais alto, os exportadores conseguem oferecer valores maiores em Reais, aumentando a concorrência pelo produto e exigindo ofertas mais competitivas dos consumidores domésticos. A recuperação dependerá, portanto, da presença efetiva de compradores no mercado. A combinação de exportadores, fábricas de ração e usinas de etanol dá algum fôlego às negociações, sem provocar uma alta acentuada. O câmbio mais alto, porém, também encarece insumos importados. Em São Paulo, na região de Campinas, tradings indicam R$ 66,50 por saca de 60 Kg CIF Porto de Santos, para entrega em outubro e pagamento no fim de novembro. Em Mato Grosso do Sul, na região de Dourados, as indicações de fábricas de ração ou confinadores no spot estão entre $ 48,00 e R$ 50,00 por saca de 60 Kg FOB, variando segundo as condições de pagamento. Para 2ª safra de 2027, tradings indicam entre R$ 52,00 e R$ 53,00 por saca de 60 Kg FOB, para embarque em agosto e pagamento em setembro.