29/Oct/2026
Conforme estimativa da representação do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) em Buenos Aires, a produção de milho da Argentina na safra 2026/27 está estimada em 62 milhões de toneladas, aumento de 1,5 milhão de toneladas em relação à projeção divulgada em meados de julho. A revisão reflete a expectativa de maiores rendimentos das lavouras. Caso se confirme, o volume ficará abaixo do recorde de 63 milhões de toneladas estimado para a temporada 2025/26. Agentes do setor projetam uma produção entre 60,4 milhões e 66 milhões de toneladas em 2026/27, considerando uma área plantada de 8 milhões a 8,4 milhões de hectares.
A perspectiva de ocorrência de um El Niño de forte intensidade e os níveis elevados de umidade do solo na maior parte das regiões produtoras têm estimulado os agricultores a ampliar a participação do milho precoce no planejamento da safra. Essa modalidade deverá representar aproximadamente 40% da área cultivada e entre 45% e 50% da produção projetada. As exportações argentinas de milho na safra 2026/27 estão estimadas em 43 milhões de toneladas, aumento de 500 mil toneladas em relação à projeção anterior. Se confirmado, o volume será o segundo maior já registrado pelo país. Os exportadores esperam concentrar embarques expressivos nos primeiros meses da temporada, com volumes mensais entre 4,5 milhões e 5 milhões de toneladas até maio.
Posteriormente, o ritmo deverá desacelerar para pouco mais de 3 milhões de toneladas por mês. A expectativa de demanda firme pelo milho argentino ao longo da próxima temporada também é sustentada pelas incertezas na oferta dos países concorrentes. Agentes do mercado avaliam que eventuais interrupções nos fluxos comerciais decorrentes da continuidade da guerra entre Rússia e Ucrânia poderão favorecer a demanda pelo cereal argentino. Para a safra 2025/26, a estimativa de exportações foi revisada para cima em 1 milhão de toneladas, para 44 milhões de toneladas. Caso se confirme, o volume representará um recorde histórico para as exportações argentinas de milho. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.