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29/Oct/2026

Bolsa de Chicago: pressão da colheita e Real fraco

Segundo a StoneX, a pressão da colheita nos Estados Unidos, a desvalorização do Real após a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e as sucessivas revisões nas estimativas de produtividade do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) pressionam os preços do milho e da soja na Bolsa de Chicago. A correção de um erro nas estimativas de milho de setembro teve pouco efeito imediato sobre as cotações, mas ampliou a desconfiança de produtores e operadores em relação aos dados oficiais. O USDA corrigiu um erro de cálculo que elevou a produtividade do milho no país estimada para setembro, sem alterar os números divulgados em outubro. A revisão praticamente não provocou movimentação nos contratos futuros em 26 de outubro, mas reforçou as dúvidas sobre a confiabilidade das informações do USDA.

As mudanças expressivas nas estimativas de produtividade ao longo do ano, além de notícias sobre cortes orçamentários e falhas recorrentes na divulgação de informações, têm aumentado a incerteza entre os participantes do mercado. A reação dos mercados ao resultado eleitoral brasileiro também contribuiu para a pressão sobre as commodities e os ativos financeiros do País. A desvalorização do Real foi um dos principais fatores de baixa para os grãos no início da semana. Os contratos futuros de soja recuaram na Bolsa de Chicago. Caso a moeda brasileira permaneça desvalorizada, os compradores internacionais poderão ampliar a procura por produtos brasileiros, especialmente soja, diante da maior competitividade dos preços de exportação. O avanço da colheita norte-americana também limita a sustentação das cotações.

As estimativas de produtividade mais baixas divulgadas pela expedição Pro Farmer deram suporte aos preços em agosto, mas perderam influência com a evolução dos trabalhos no campo e as avaliações favoráveis das lavouras. As alterações nas projeções oficiais de oferta, estoques e condições das plantações têm ampliado a incerteza, em um cenário no qual revisões de produtividade tão frequentes e expressivas não são habituais. Nos próximos meses, a confirmação das estimativas de produtividade do USDA e o comportamento da demanda externa estarão entre os principais fatores de acompanhamento. Relatos de seca em países europeus poderão modificar os fluxos internacionais de grãos e favorecer as exportações dos Estados Unidos entre janeiro e abril, período considerado importante para avaliar a procura por produtos norte-americanos. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.