12/Nov/2025
Os futuros de soja na Bolsa de Chicago fecharam em leve baixa nesta terça-feira (11/11). O mercado foi influenciado em parte por um movimento de realização de lucros após a alta de mais de 1% registrada na sessão anterior. Na segunda-feira (10/11), os preços subiram com um maior apetite por risco nos mercados globais devido à perspectiva de reabertura do governo norte-americano. O vencimento janeiro da oleaginosa recuou 2,75 cents (0,24%), e fechou a US$ 11,27 por bushel. A entrada da soja dos Estados Unidos no mercado e a ausência de compras chinesas também pesaram sobre os contratos. Os terminais de grãos no cinturão do milho dos Estados Unidos estão ficando lotados devido à disputa comercial com a China, segundo a Columbia Grain International (CGI). A soja que não cabe nos terminais está voltando para os silos dos agricultores ou está sendo empilhada do lado de fora dos terminais.
Doze dias após o anúncio do pacto entre Donald Trump e Xi Jinping, as tradings chinesas continuam priorizando compras no Brasil. Na segunda-feira (10/11), a China adquiriu novos lotes de soja brasileira justamente quando os contratos na Bolsa de Chicago subiam US$ 0,13 por bushel. De acordo com a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec), o Brasil deverá embarcar entre 4 milhões e 4,53 milhões de toneladas de soja em novembro, com média de 4,26 milhões de toneladas. As perdas foram limitadas por atrasos no plantio no Brasil. A semeadura alcançava no dia 8 de novembro 58,4% da área prevista, informou a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Na semana, o avanço foi de 11,3%. Na comparação com igual momento da safra 2024/2025, há atraso de 7,7%. Chuvas previstas para esta semana em áreas de cultivo, no entanto, devem permitir um avanço mais rápido dos trabalhos.
O recuo do dólar ante o Real e o fortalecimento do petróleo também impediram uma queda mais expressiva das cotações. A depreciação da moeda norte-americana tende a desestimular as exportações brasileiras, enquanto o avanço do petróleo faz com que usinas tenham mais incentivo para misturar biodiesel ao diesel. O óleo de soja, que subiu cerca de 1%, é uma das principais matérias-primas usadas na fabricação do biocombustível. Traders também seguem ajustando posições antes do relatório mensal de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que será publicado na sexta-feira (14/11) e trará as primeiras projeções oficiais desde setembro. Segundo a S&P Global Commodity Insights, a produção de soja deve ser estimada em 115,95 milhões de toneladas, inferior à do ano passado, de 118,84 milhões de toneladas. Em setembro, o USDA estimou a safra em 117,05 milhões de toneladas.