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13/Nov/2025

Futuros de soja em alta acompanhando o derivado

Os futuros de soja negociados na Bolsa de Chicago fecharam em alta nesta quarta-feira (12/11). Os ganhos foram sustentados em parte pelo desempenho do farelo, que avançou quase 1,50%. O vencimento janeiro da soja em grão subiu 6,50 cents (0,58%), e fechou a US$ 11,33 por bushel. O mercado também foi influenciado por ajustes de posição antes do relatório de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que será publicado nesta sexta-feira (14/11) e trará as primeiras projeções oficiais desde setembro.

De acordo com analistas, o USDA deve estimar produção de 116,09 milhões de toneladas, com rendimento de 3,56 toneladas por hectare. Em setembro, a agência projetou uma safra maior, de 117,05 milhões de toneladas, com produtividade de 3,60 toneladas por hectare. Os analistas também esperam que a estimativa de estoques nos Estados Unidos ao fim de 2025/2026 seja reduzida de 8,17 milhões de toneladas para 7,95 milhões de toneladas. A queda expressiva do petróleo, que faz com que refinarias tenham menos incentivo para misturar biodiesel ao diesel, limitou os ganhos. O óleo de soja, que recuou 0,91%, é uma das principais matérias-primas usadas na fabricação do biocombustível.

Traders também estão cautelosos diante da ausência de compras chinesas do grão norte-americano. Apesar do pacto entre Donald Trump e Xi Jinping anunciado há cerca de duas semanas, as tradings chinesas continuam priorizando compras no Brasil. A estatal chinesa Cofco assinou acordos para comprar soja, óleo de soja, óleo de palma e outros produtos agrícolas do Brasil, com um volume total de quase 20 milhões de toneladas, no valor de mais de US$ 10 bilhões. Além disso, estoques elevados de soja nos portos chineses e margens de esmagamento negativas limitam o apetite por novas compras.