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28/Jan/2026

Preços globais pressionados pela safra brasileira

Segundo a StoneX, a expectativa de uma nova safra recorde de soja no Brasil deve seguir como principal fator de pressão sobre os preços na Bolsa de Chicago ao longo de 2026, mas o mercado entra no ano com um balanço global menos folgado do que em ciclos anteriores, o que aumenta a sensibilidade a riscos climáticos na América do Sul e às definições de área plantada nos Estados Unidos. A oferta mundial continua muito confortável, mas menos folgada em comparação ao observado em anos anteriores, o que significa que qualquer acontecimento fora do usual pode ter um impacto mais considerável na disponibilidade do grão e, em consequência, nos preços. A produção brasileira de soja está estimada em 177,6 milhões de toneladas no ciclo 2025/2026, mantendo o País como principal fornecedor global da oleaginosa. Mesmo com chuvas irregulares no início do plantio e necessidade pontual de replantio, os problemas climáticos ainda são pouco significativos.

Atualmente, mesmo com a colheita já em andamento, parte das lavouras ainda está passando ou vai passar por fases-chave de desenvolvimento, com o clima continuando no radar. Do lado da demanda, a China deve seguir concentrando compras no Brasil ao longo dos próximos meses, repetindo um padrão já observado em anos anteriores. Espera-se que a China compre muita soja do Brasil, mantendo seu padrão usual, já que os volumes negociados com os Estados Unidos não são diferentes do que ocorria antes do acirramento das tensões comerciais. O período de colheita brasileira tende a favorecer a competitividade da oleaginosa, atraindo também outros destinos importadores. Ainda assim, o comportamento do consumo chinês permanece como ponto de atenção. Há um esforço no país asiático para reduzir, ainda que de forma marginal, a participação do farelo na ração animal, em um contexto de margens pressionadas no setor de suínos. A saúde financeira do enorme setor de suínos é monitorada. Quase metade do rebanho mundial de suínos está na China.

Outro fator relevante para a formação de preços nos próximos meses será a definição da área plantada de soja nos Estados Unidos para a safra 2026/2027. Após uma redução expressiva no ciclo anterior, com o milho ganhando espaço, as apostas são de crescimento da área de soja, influenciado tanto pelo desempenho recente das cotações quanto pelos custos mais elevados de fertilizantes para o milho. Além disso, chama atenção o papel dos programas de biocombustíveis, especialmente nos Estados Unidos. As expectativas para o uso de óleo de soja para biocombustíveis continuam favoráveis, mas dependentes das políticas de fomento. Indefinições regulatórias ainda podem afetar a demanda no curto prazo. O ano de 2026 começa com preços ainda contidos pela oferta elevada, mas com um mercado mais sensível a mudanças nos fundamentos. Com isso, qualquer acontecimento fora do usual pode ter um impacto mais considerável, em um ambiente em que clima, política agrícola e decisões de plantio tendem a ganhar peso maior na formação das cotações. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.