28/Jan/2026
Os futuros de soja negociados na Bolsa de Chicago fecharam em alta nesta terça-feira (28/01). Os ganhos foram sustentados pelo enfraquecimento do dólar ante o Real, que tende a desestimular as exportações brasileiras. A Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) estimou que o Brasil deverá embarcar 3,23 milhões de toneladas de soja em janeiro. O volume representa queda de 14,8% em relação à projeção da semana passada, mas alta de 187,3% ante os embarques de janeiro de 2025, de 1,12 milhão de toneladas. O vencimento março da oleaginosa subiu 5,50 cents (0,52%), e fechou a US$ 10,67 por bushel.
O desempenho do óleo de soja, que avançou cerca de 1%, também deu suporte às cotações. O derivado, por sua vez, acompanhou a alta do petróleo, que faz com que refinarias tenham mais incentivo para misturar biodiesel ao diesel. O óleo de soja é uma das principais matérias-primas usadas na fabricação do biocombustível. Preocupações com o tempo seco em áreas de cultivo da Argentina contribuíram para os ganhos. O déficit hídrico e a onda de calor podem reduzir o potencial de rendimento nas lavouras que estão em estágios mais avançados de desenvolvimento.
A alta foi limitada pelo progresso da colheita no Brasil e pelas boas perspectivas para a safra do País. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) informou que os trabalhos alcançaram 6,6% na semana passada, em comparação a 2,3% na semana anterior e 3,2% um ano antes. A Soybean and Corn Advisor elevou sua estimativa para a produção brasileira de soja de 178 milhões de toneladas para 179 milhões de toneladas. Porém, a safra ainda enfrenta riscos, como a possibilidade de clima quente e seco.