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28/Jan/2026

Preços do soja pressionados pela queda do dólar

No mercado interno de soja, os preços apresentaram queda entre R$ 1,00 e R$ 2,00 nesta quarta-feira (27/01). O dólar fechou esta terça-feira (27/01) em forte baixa no Brasil, se reaproximando dos R$ 5,20, novamente sob influência da queda da moeda norte-americana ante outras divisas no exterior e da busca de estrangeiros por ativos brasileiros, em especial ações da bolsa. O dólar fechou com recuo de 1,38%, a R$ 5,20, no menor valor de fechamento desde os R$ 5,15 de 28 de maio de 2024. Com o Ibovespa renovando máximas históricas, superando os 183 mil pontos, o dólar despencou ante o Real, com a influência dos estrangeiros no movimento. A queda do dólar é uma combinação de maior apetite a risco no exterior e uma rotação global de investimentos, para fora dos Estados Unidos.

Nas últimas semanas, o forte fluxo de investimentos estrangeiros para a bolsa brasileira tem sido apontado como um dos motivos para a baixa do dólar ante o Real. O mercado seguiu projetando manutenção da taxa básica Selic em 15% na decisão desta quarta-feira (28/01) do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central. Em relação ao Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), que também decide nesta quarta-feira (28/01) sobre juros, a expectativa é de manutenção da taxa na faixa entre 3,50% e 3,75%. O diferencial de juros entre Brasil e Estados Unidos vem sendo apontado como um dos fatores para atração de investimentos ao País, conduzindo as cotações do dólar a patamares mais baixos.

Os futuros de soja negociados na Bolsa de Chicago fecharam em alta nesta terça-feira (28/01). Os ganhos foram sustentados pelo enfraquecimento do dólar ante o Real, que tende a desestimular as exportações brasileiras. A Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) estimou que o Brasil deverá embarcar 3,23 milhões de toneladas de soja em janeiro. O volume representa queda de 14,8% em relação à projeção da semana passada, mas alta de 187,3% ante os embarques de janeiro de 2025, de 1,12 milhão de toneladas. O vencimento março da oleaginosa subiu 5,50 cents (0,52%), e fechou a US$ 10,67 por bushel. O desempenho do óleo de soja também deu suporte às cotações. Preocupações com o tempo seco em áreas de cultivo da Argentina contribuíram para os ganhos. A alta foi limitada pelo progresso da colheita no Brasil e pelas boas perspectivas para a safra do País.

Em São Paulo, na região de Campinas, tradings indicam entre R$ 125,50 e R$ 127,00 por saca de 60 Kg CIF Porto de Santos, para pagamento em março. Para safra 2026/2027, ainda não há indicações de compradores ou de vendedores. Em Mato Grosso, na região de Primavera do Leste, indústrias esmagadoras indicam R$ 110,00 por saca de 60 Kg FOB, para retirada imediata e pagamento em 30 dias. Quanto à safra 2026/2027, tradings indicam R$ 112,50 por saca de 60 Kg FOB, para embarque em fevereiro e pagamento em março de 2027.

Fonte: Cogo Inteligência em Agronegócio.