29/Jan/2026
Segundo a StoneX, o avanço da colheita de soja no Brasil tem reduzido o espaço para compras chinesas de soja dos Estados Unidos. A maior disponibilidade da soja brasileira torna a origem mais competitiva e diminui a necessidade de a China se comprometer com volumes norte-americanos neste início de ano. Para o primeiro semestre, é improvável que a China se comprometa firmemente com os Estados Unidos simplesmente porque a soja brasileira será mais barata. A China deve priorizar a soja do Brasil nos próximos quatro ou cinco meses, à medida que a colheita avança no País. O Brasil já colheu cerca de 5% da área de soja, ritmo considerado adiantado. Colhendo cedo, exporta cedo.
Esse fluxo antecipado de oferta ajuda a explicar a ausência de compras chinesas de soja dos Estados Unidos na última semana. No mesmo período, a China comprou cerca de 520 mil toneladas de canola do Canadá, movimento inserido no contexto das tensões comerciais envolvendo Estados Unidos, China e Canadá. A possibilidade de a China voltar a comprar soja norte-americana para cumprir uma eventual meta de 25 milhões de toneladas ao longo de 2026 segue aberta, mas perdeu força neste momento. O mercado entende que a China não precisa se comprometer agora, devido à competitividade da soja brasileira. Nos Estados Unidos, as exportações de soja mostram recuperação, mas ainda não atingem o ritmo necessário para cumprir a meta anual.
Os embarques estão cerca de 6% abaixo da trajetória exigida pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Há algumas semanas estava 21% atrás, depois 19%, depois 15%. Agora, está 6% atrás. Houve progresso, mas ainda está abaixo. Os efeitos do câmbio sobre os mercados de grãos também são importantes. Com o euro operando próximo de US$ 1,20, a reação dos preços nas bolsas de Chicago e Paris tem sido limitada. Há a percepção de que os preços na Euronext já estão em níveis competitivos, apesar do euro mais forte. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.