29/Jan/2026
Os futuros de soja negociados na Bolsa de Chicago fecharam em alta nesta quarta-feira (28/01). O enfraquecimento recente do dólar ante o Real vem dando suporte às cotações, as desestimular as exportações brasileiras. Somente em janeiro, a moeda norte-americana acumula perda de mais de 5%. O vencimento março da oleaginosa subiu 7,75 cents (0,73%), e fechou a US$ 10,75 por bushel. O tempo quente e seco na Argentina, que aumenta os riscos para a produção, também impulsionou as cotações da soja em grão e do farelo. O país é o maior exportador mundial do derivado. A safra argentina está praticamente toda plantada, mas o clima seco começa a preocupar os produtores e pode resultar em menores rendimentos, segundo a ADM Investor Services.
O cinturão agrícola do país acumula um déficit de cerca de 76 milímetros de chuva, o que eleva o risco de perdas produtivas caso as precipitações não se normalizem nas próximas semanas. O avanço da colheita no Brasil e as boas perspectivas para a safra do País limitaram os ganhos. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) informou que os trabalhos alcançaram 6,6% na semana passada, em comparação a 2,3% na semana anterior e 3,2% um ano antes. A Soybean and Corn Advisor elevou sua estimativa para a produção brasileira de soja de 178 milhões de toneladas para 179 milhões de toneladas. Porém, a safra ainda enfrenta riscos, como a possibilidade de clima quente e seco.