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03/Feb/2026

Futuros de soja recuam com dólar forte ante o Real

Os futuros de soja negociados na Bolsa de Chicago fecharam em baixa na sexta-feira (30/01). O mercado foi pressionado pelo fortalecimento do dólar ante o Real, que tende a estimular as exportações brasileiras. A Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) estimou que o Brasil deverá embarcar 3,23 milhões de toneladas de soja em janeiro, alta de 187,3% ante os embarques de janeiro de 2025, de 1,12 milhão de toneladas. O vencimento março da oleaginosa recuou 8,00 cents (0,75%), e fechou a US$ 10,64 por bushel. Na semana passada, acumulou perda de 0,33%. A expectativa de uma safra recorde no Brasil, de mais de 180 milhões de toneladas, também pesou sobre os contratos.

A soja e o farelo de soja enfrentam o maior risco de queda de preços, em meio a uma safra brasileira monstruosa. As chuvas previstas para os próximos dias devem elevar a umidade do solo em grande parte das regiões produtoras de soja do Brasil, especialmente na faixa central do País, segundo a EarthDaily, empresa de monitoramento agrícola por satélite. Embora haja registro de seca na Região Sul do País, o estresse das lavouras é limitado devido à umidade adequada do solo. Traders também venderam contratos para mitigar riscos antes do fim de semana, diante da possibilidade de nova paralisação do governo norte-americano. Um shutdown parcial pode começar, caso não haja acordo para estender o financiamento do governo federal.

A paralisação prolongada do governo no ano passado interrompeu a divulgação de importantes dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), como o relatório de oferta e demanda de outubro e os relatórios semanais de vendas externas da agência. A queda foi limitada pelo clima quente e seco na Argentina, que pode reduzir o potencial de rendimento nas lavouras que estão em estágios mais avançados de desenvolvimento. Segundo dados da Bolsa de Comércio de Rosário, o volume de chuvas em janeiro na região agrícola núcleo (norte da província de Buenos Aires, sul/centro de Santa Fé e leste de Córdoba) ficou em cerca de 35% do normal. O déficit hídrico já provocou "perdas irreversíveis" de produtividade na soja de primeira safra. Nas áreas mais afetadas, essas perdas chegam a 50%.