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04/Feb/2026

Soja sobe em Chicago com alta do óleo e do petróleo

Os contratos futuros de soja negociados na Bolsa de Chicago encerraram a terça-feira em alta, sustentados principalmente pelo desempenho positivo do óleo de soja. O derivado avançou mais de 2%, acompanhando a valorização do petróleo, movimento que aumenta o incentivo econômico para a mistura de biodiesel ao diesel. Nesse contexto, o óleo de soja, uma das principais matérias-primas do biocombustível, exerceu papel central na sustentação das cotações. O vencimento março da soja em grão subiu 5,50 centavos de dólar, ou 0,52%, encerrando a US$ 10,6575 por bushel.

A perspectiva de aumento da demanda por biodiesel também contribuiu para o movimento altista. A atualização das diretrizes do crédito fiscal 45Z nos Estados Unidos restringiu a elegibilidade a biocombustíveis produzidos com matérias-primas de origem norte-americana. Essa mudança tende a inibir a importação de óleo usado de cozinha e sebo, ao mesmo tempo em que fortalece o uso do óleo de soja produzido internamente, reforçando a demanda doméstica pelo grão.

Outro fator de suporte veio do ambiente geopolítico e comercial. A sinalização de ampliação das importações norte-americanas pela Índia, incluindo produtos agrícolas e energéticos, contribuiu para melhorar o sentimento do mercado, ao mesmo tempo em que a redução das compras indianas de petróleo russo tende a favorecer fluxos comerciais com os Estados Unidos.

O comportamento cambial também influenciou as cotações. O recuo do dólar frente ao real reduz a competitividade das exportações brasileiras no curto prazo, fator que, indiretamente, favorece os preços da soja negociada em Chicago.

Os ganhos, no entanto, foram parcialmente limitados pelo avanço da colheita no Brasil. Até a última sexta-feira, 11,4% da área plantada com soja na safra 2025/26 havia sido colhida. O avanço semanal foi de 4,8 pontos porcentuais, superando os 8% observados no mesmo período do ano passado, embora o índice permaneça ligeiramente abaixo da média dos últimos cinco anos, de 11,8%, mantendo a expectativa de aumento gradual da oferta física no mercado internacional. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.