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05/Feb/2026

Soja sobe em Chicago com sinal de compras da China

Os futuros de soja negociados na Bolsa de Chicago fecharam em alta expressiva nesta quarta-feira, sustentados pela expectativa de ampliação das compras chinesas do grão norte-americano. O movimento ganhou força após o presidente dos Estados Unidos afirmar que a China avalia adquirir volumes relevantes de soja ainda nesta temporada e também no próximo ciclo comercial. O vencimento março avançou 26,50 cents, alta de 2,49%, encerrando a sessão a US$ 10,9225 por bushel.

De acordo com declarações oficiais divulgadas pelo governo dos Estados Unidos, a China poderá elevar suas importações de soja norte-americana para até 20 milhões de toneladas na temporada atual, com indicação de compromisso em torno de 25 milhões de toneladas para a próxima. Considerando que, até o momento, as compras chinesas somam cerca de 12 milhões de toneladas, a eventual entrada de volumes adicionais teria potencial para alterar de forma relevante o balanço de oferta e demanda da soja dos Estados Unidos.

No relatório de oferta e demanda divulgado em janeiro, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos estimou os estoques finais de soja da safra 2025/26 em 9,53 milhões de toneladas. O ano comercial, contudo, se estende até setembro, e a expectativa é de que o ritmo das compras chinesas dependa da evolução da colheita na América do Sul, especialmente no Brasil, que tende a suprir a maior parte da demanda no curto prazo.

Outro fator de suporte aos preços foi o avanço do óleo de soja, impulsionado pela perspectiva de maior demanda do setor de biocombustíveis. O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos atualizou as diretrizes do crédito fiscal 45Z, restringindo a elegibilidade do incentivo a biocombustíveis produzidos com matérias-primas de origem norte-americana. A medida tende a reduzir o uso de óleo de cozinha usado e sebo importados e a favorecer o consumo de óleo de soja produzido nos Estados Unidos, reforçando o suporte ao complexo soja. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.