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17/Mar/2026

Biodiesel: governo prepara testes para avaliar B16

O governo federal prevê iniciar ainda no primeiro semestre de 2026 testes técnicos para avaliar a viabilidade do aumento da mistura obrigatória de biodiesel ao óleo diesel acima do atual nível de 15%. A iniciativa está vinculada às exigências estabelecidas na legislação da Política do Combustível do Futuro, que condiciona a adoção de porcentuais superiores à comprovação técnica de viabilidade. De acordo com o Ministério de Minas e Energia (MME), a realização dos ensaios depende da disponibilidade de bancos de prova, da formalização de parcerias institucionais e da garantia das condições técnicas e orçamentárias necessárias para a execução completa do plano de testes. A pasta informou que a etapa inicial envolve a formalização da execução financeira e o repasse de recursos às instituições participantes, requisito considerado essencial para o início das atividades experimentais.

O cronograma previsto na legislação estabelece a possibilidade de adoção da mistura B16 a partir de março de 2026, com progressão gradual até B20 em março de 2030. Entretanto, a implementação dessas etapas está condicionada à comprovação da viabilidade técnica das misturas superiores a 15%. Sem a realização dos testes e a validação dos resultados, o aumento do teor obrigatório não pode ser aplicado. O plano de testes encontra-se na fase final de verificação metodológica e de validação pelo Subcomitê de Avaliação da Viabilidade Técnica de Misturas de Altos Teores de Biocombustíveis em Combustíveis Fósseis, estrutura vinculada ao Comitê Permanente do Combustível do Futuro. O trabalho foi desenvolvido de forma multidisciplinar, com participação de fabricantes de veículos, produtores de combustíveis, fabricantes de componentes, distribuidores, representantes do setor de transporte, universidades, institutos de pesquisa e órgãos governamentais.

O governo informou ainda que acompanha de forma permanente a evolução do cenário internacional de energia e seus possíveis impactos sobre o mercado doméstico de combustíveis, mantendo diálogo com os agentes do setor e com instituições responsáveis pela formulação de políticas energéticas, com o objetivo de preservar a segurança energética e a estabilidade do mercado interno. Paralelamente, representantes do setor de biodiesel intensificaram a defesa da ampliação da mistura obrigatória do biocombustível no diesel. A avaliação apresentada é de que o aumento da participação do biodiesel poderia reduzir a dependência do País de diesel importado, em um contexto de volatilidade internacional associada a conflitos geopolíticos e oscilações de preços no mercado global de energia. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.