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17/Mar/2026

EUA-China: possível adiamento de encontro bilateral

O governo dos Estados Unidos avalia a possibilidade de remarcação da viagem do presidente norte-americano à China, inicialmente prevista para abril, em função de questões logísticas. A eventual alteração no cronograma não estaria relacionada ao conflito envolvendo o Irã. A possibilidade de adiamento foi mencionada após reuniões entre representantes dos Estados Unidos e da China realizadas em Paris nos últimos dias. As discussões abordaram temas relacionados ao relacionamento econômico bilateral e ao comércio entre as duas maiores economias do mundo. Segundo avaliação de autoridades norte-americanas, os encontros foram considerados positivos e indicam estabilidade na relação entre os dois países no atual momento. Um comunicado oficial sobre os resultados das reuniões deverá ser divulgado nos próximos dias.

O governo dos Estados Unidos também sinalizou que eventuais ajustes no calendário diplomático não deveriam gerar reações relevantes nos mercados financeiros, ressaltando que a revisão da agenda, caso ocorra, estaria associada exclusivamente a fatores logísticos. Autoridades da China e dos Estados Unidos mantêm comunicação sobre a realização da visita do presidente norte-americano à China, após sinalizações de que o encontro bilateral poderia ser adiado. A eventual mudança no cronograma ocorre em meio às discussões sobre os impactos do conflito no Oriente Médio e as interrupções no transporte marítimo no Estreito de Ormuz. A possibilidade de adiamento foi mencionada após declarações indicando que a realização da reunião entre os líderes dos dois países poderia depender de avanços na cooperação internacional para garantir a normalização da navegação no estreito, considerado uma das principais rotas globais para o transporte de petróleo.

O governo chinês reiterou preocupação com a situação no Estreito de Ormuz e com a escalada das tensões no Oriente Médio. A avaliação apresentada é de que o atual cenário regional permanece tenso e pode gerar impactos negativos para a estabilidade econômica global. Nesse contexto, a posição defendida é de interrupção imediata das ações militares e de adoção de medidas que evitem nova escalada do conflito, com o objetivo de reduzir riscos de ampliação da instabilidade regional e de seus efeitos sobre o comércio e o crescimento econômico mundial. Ainda, representantes de Estados Unidos e China afirmaram que as reuniões realizadas nos últimos dias indicam estabilidade nas relações entre as duas maiores economias do mundo e têm como objetivo evitar retaliações comerciais. O secretário do Tesouro norte-americano, Scott Bessent, afirmou que os encontros com autoridades chinesas em Paris foram construtivos e deram continuidade a uma série de reuniões recentes realizadas também na Malásia e na Coreia do Sul.

Segundo o secretário, as conversas buscam preservar a estabilidade das relações econômicas e evitar medidas retaliatórias entre os dois países. Bessent também reiterou que qualquer eventual adiamento da visita do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, à China estaria relacionado a questões logísticas e à necessidade de o presidente permanecer em território norte-americano, e não a tensões diplomáticas. O representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer, destacou que entre os temas discutidos nas reuniões estão a expansão do comércio bilateral em produtos agrícolas e de energia, além da possível criação de um conselho de comércio entre os dois países. Segundo Greer, os dois lados também acordaram um plano de trabalho voltado à elaboração de propostas que poderão ser apresentadas aos presidentes Trump e Xi Jinping em futuros encontros entre os líderes. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.