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29/Apr/2026

Mercado espera abertura de Ormuz e cúpula EUA-China

Segundo a AgResource, o mercado de soja opera sem tendência definida enquanto duas grandes incógnitas permanecem sem resposta: a reabertura plena do Estreito de Ormuz e o desfecho de uma possível cúpula entre Donald Trump e o presidente chinês Xi Jinping, prevista para meados de maio. Não dá para romper um mercado até que o Estreito de Ormuz esteja aberto. O Estreito de Ormuz ainda não está totalmente aberto ao tráfego normal de embarcações. Nesta terça-feira (28/04), o presidente norte-americano publicou mensagem indicando que o Irã está "em colapso" e pediu a abertura da via marítima o mais rápido possível, manifestando confiança de que o pedido será atendido. Porém, declarações anteriores sobre prazos de dois a três dias ou de duas semanas não se confirmaram.

A situação continua pressionando o mercado de petróleo e o fluxo global de fertilizantes. É nesse ambiente de incerteza geopolítica que ganha peso a possível cúpula entre Trump e Xi, esperada para meados de maio após meses de anúncios e adiamentos. A questão central para o setor agrícola é se os Estados Unidos conseguirão convencer a China a ampliar as compras de soja e de outros produtos norte-americanos. A demanda chinesa por produtos dos Estados Unidos ainda está no topo da lista em termos de fluxo comercial. A imprevisibilidade das duas variáveis explica o comportamento errático das cotações nas últimas semanas. No complexo soja, o principal ponto de sustentação vem das margens das indústrias norte-americanas de processamento.

O esmagamento ainda rende cerca de US$ 3,25 por bushel no mercado futuro e até US$ 3,60 por bushel em Illinois, o que permite às fábricas pagarem mais pela soja mesmo com o grão entre US$ 11,50 e US$ 11,60 por bushel na Bolsa de Chicago. Esse quadro, porém, não significa necessariamente um novo ciclo de alta para a oleaginosa. A força vem sobretudo da demanda por óleo de soja para biodiesel e diesel renovável. Mesmo com as fábricas operando no limite, os Estados Unidos conseguiriam destinar cerca de 18 bilhões de libras de óleo de soja a biocombustíveis. O restante da demanda, entre 20 bilhões e 22 bilhões de libras, teria de ser atendido por outras matérias-primas, como sebo, óleo de cozinha usado e óleos vegetais importados. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.