15/Jun/2026
O Ministério de Minas e Energia (MME) informou que segue a execução do plano de testes destinado a avaliar a viabilidade da utilização de óleo diesel com teores de biodiesel superiores a 15%, podendo alcançar até 25% de mistura. A iniciativa integra a estratégia de ampliação gradual da participação dos biocombustíveis na matriz energética nacional e busca assegurar condições técnicas e operacionais para futuras elevações do porcentual obrigatório. Para apoiar os ensaios, o governo federal destinou R$ 30 milhões por meio do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT). Os recursos serão utilizados para ampliar a infraestrutura laboratorial necessária à realização das avaliações mecânicas e físico-químicas relacionadas ao aumento da mistura.
O plano de testes foi aprovado pelo MME em maio e contempla análises sobre veículos, motores, máquinas, componentes, combustíveis e demais recursos técnicos envolvidos na utilização de misturas mais elevadas de biodiesel. A aprovação do programa não altera o cronograma legal vigente para a adição obrigatória do biocombustível ao diesel comercializado no País. Atualmente, a mistura obrigatória é de 15%, mas o governo trabalha com a possibilidade de elevar o porcentual para 16% ainda em 2026. A iniciativa busca gerar informações técnicas que permitam avaliar os impactos operacionais e a compatibilidade da frota nacional com teores mais elevados do biocombustível. Os investimentos permitirão ampliar significativamente a capacidade de testes no País.
O número de laboratórios mecânicos e físico-químicos passará de 2 para 16, enquanto as bancadas de ensaio serão ampliadas de duas para seis unidades. A Lei do Combustível do Futuro estabelece a possibilidade de ampliação gradual da mistura obrigatória de biodiesel no diesel para até 25%. Nesse contexto, o governo considera os testes fundamentais para garantir segurança regulatória, qualidade do combustível e confiabilidade operacional da frota durante o processo de transição para teores mais elevados de biodiesel. Os ensaios previstos no programa tiveram início em 20 de maio no Instituto Mauá de Tecnologia (IMT) e deverão fornecer subsídios técnicos para futuras decisões relacionadas à evolução da mistura obrigatória no mercado brasileiro de combustíveis. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.