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23/Jun/2026

Preços da soja em leve baixa no mercado interno

No mercado interno de soja, os preços registraram leve baixa entre R$ 0,50 e R$ 1,00 por saca de 60 Kg em algumas regiões nesta segunda-feira (22/06). Em outras regiões, porém, os preços permaneceram estáveis. O dólar encerrou a sessão desta segunda-feira (22/06) em queda de 0,45%, cotado a R$ 5,14, em um dia marcado por intervenções simultâneas do Banco Central do Brasil e por volatilidade no cenário internacional. O movimento ocorreu em meio à percepção de atuação coordenada da autoridade monetária para fornecer liquidez ao mercado cambial. O Banco Central realizou duas operações simultâneas no início da sessão. A estratégia, conhecida como “casadão”, combina venda de dólares à vista e compra no mercado futuro, resultando em neutralidade líquida sobre o volume total, mas contribuindo para liquidez e suavização de volatilidade. No cenário externo, o dólar apresentou valorização frente a diversas moedas desenvolvidas, sustentado por ganhos diante do euro e do iene, embora tenha recuado frente a algumas moedas de países emergentes, incluindo o Real e o peso colombiano. O ambiente geopolítico seguiu como fator de atenção, com sinais de negociação entre Estados Unidos e Irã para um possível acordo de cessar-fogo em até 60 dias, embora persistam incertezas relacionadas a tensões no Estreito de Ormuz. O fluxo de notícias contribuiu para movimentos alternados de aversão e apetite a risco nos mercados globais.

Os futuros de soja negociados na Bolsa de Chicago fecharam perto da estabilidade nesta segunda-feira (22/06). O vencimento novembro cedeu 1,25 cent (0,11%), e fechou a US$ 11,41 por bushel. O mercado foi influenciado em parte pela ausência de novas compras chinesas do grão norte-americano. O Brasil deve colocar entre 28 milhões e 30 milhões de toneladas no mercado externo nos últimos quatro meses do ano, janela que coincide com o pico das exportações norte-americanas. Nesse contexto, a China não parece enfrentar necessidade urgente de garantir grandes volumes de soja norte-americana. As condições climáticas favoráveis no Meio Oeste dos Estados Unidos também pesaram sobre os preços. Dados de inspeção de embarques dos Estados Unidos foram outro fator baixista para os contratos. Esses fatores foram contrabalançados pelo desempenho do óleo de soja, que subiu mais de 1,5%. O derivado foi impulsionado por compras de oportunidade. No Brasil, a AgRural divulgou sua primeira estimativa para a safra 2026/27 de soja, prevendo área recorde de 49,006 milhões de hectares, alta de 443 mil hectares sobre o ciclo anterior.

No Paraná, na região de Ponta Grossa, tradings indicam no Porto de Paranaguá entre R$ 134,00 e R$ 135,00 por saca de 60 Kg CIF, para pagamento em 30 de julho. No interior, as indústrias indicam até R$ 128,00 por saca de 60 Kg FOB. Para a safra nova 2026/27, as indústrias indicam R$ 126,00 por saca de 60 Kg FOB, para retirada em fevereiro de 2027. Em Mato Grosso, na região de Sorriso, há registro de negócios para indústrias esmagadoras a R$ 115,00 por saca de 60 Kg CIF, para entrega e pagamento em agosto. No canal de exportação de curto prazo, há registro de negócios a R$ 112,50 por saca de 60 Kg FOB, para embarque e pagamento em julho. As indicações para setembro alcançam R$ 116,50 por saca de 60 Kg FOB. Para o ciclo 2026/27, os compradores seguem firmes nas indicações de R$ 109,00 por saca de 60 Kg FOB, para entrega em fevereiro e pagamento em março.

Fonte: Cogo Inteligência em Agronegócio.