25/Jun/2026
Os contratos futuros de soja negociados na Bolsa de Chicago encerraram a sessão desta quarta-feira (24/06) em baixa, pressionados pela ausência de novas compras chinesas no mercado norte-americano, após uma venda pontual de 132 mil toneladas registrada por exportadores dos Estados Unidos na semana anterior, o que havia elevado as expectativas de continuidade da demanda da China após um período prolongado sem aquisições relevantes. O vencimento novembro da oleaginosa recuou 6,75 cents, queda de 0,59%, e fechou a US$ 11,35 por bushel.
O movimento refletiu a percepção de enfraquecimento do fluxo de compras asiáticas no curto prazo, em um mercado que vinha monitorando sinais de recomposição da demanda chinesa. No cenário global, a ampla oferta brasileira reforçou a pressão sobre os preços. A Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) estima que o Brasil deve embarcar 15,21 milhões de toneladas de soja em junho, alta de 10,3% em relação ao mesmo mês do ano anterior, quando foram exportadas 13,79 milhões de toneladas. No acumulado do primeiro semestre, os embarques brasileiros devem alcançar 73,95 milhões de toneladas, acima das 68,05 milhões de toneladas registradas no mesmo período do ano anterior, consolidando maior presença do Brasil no mercado internacional.
Nos Estados Unidos, as condições das lavouras permanecem estáveis, com o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) indicando que 66% da safra de soja apresentava condição boa ou excelente no dia 21 de junho, mesmo patamar da semana anterior e do mesmo período do ano passado, o que reduz o suporte de fatores climáticos às cotações. O mercado também foi pressionado pela queda do petróleo, que reduz o incentivo econômico para a mistura de biodiesel ao diesel. Nesse contexto, o óleo de soja, utilizado como principal matéria-prima do biocombustível, recuou mais de 1%, ampliando o viés baixista sobre o complexo da oleaginosa.