28/Jul/2026
No mercado interno de soja, os preços registraram baixa entre R$ 1,00 e R$ 3,00 por saca de 60 Kg nesta segunda-feira (27/07). O dólar voltou a subir no mercado brasileiro, encerrando esta segunda-feira (27/07) cotado a R$ 5,11, alta de 0,62%. O movimento acompanhou o fortalecimento da moeda norte-americana no mercado internacional e refletiu, simultaneamente, fatores domésticos que mantiveram a demanda por proteção cambial. A sinalização de uma pausa nos ataques entre Estados Unidos e Irã diminuiu os prêmios geopolíticos e provocou forte queda das cotações internacionais do petróleo. Entretanto, a recuperação do dólar frente às principais moedas internacionais limitou o efeito positivo. A expectativa é de manutenção dos juros pelo Federal Reserve (Fed), preservando o diferencial de taxas favorável aos ativos denominados em dólar. No mercado doméstico, as incertezas relacionadas ao ambiente fiscal, à evolução do cenário político e aos impactos das tarifas comerciais impostas pelos Estados Unidos seguem elevando a percepção de risco dos investidores. Para o agronegócio, a permanência do dólar acima de R$ 5,00 continua oferecendo suporte à competitividade das exportações brasileiras de commodities agrícolas. Ao mesmo tempo, o câmbio mais elevado mantém pressão sobre os custos de produção.
Os contratos futuros da soja encerraram a sessão desta segunda-feira (27/07) em queda na Bolsa de Chicago, em movimento de realização de lucros após a valorização acumulada de 4,2% na semana anterior. O contrato com vencimento em novembro recuou 39,75 cents, ou 3,17%, e fechou a US$ 12,13 por bushel. A desvalorização foi influenciada pela forte queda do petróleo, que reduz a competitividade econômica do biodiesel e, consequentemente, a demanda potencial por óleo de soja. O óleo de soja acompanhou esse movimento e registrou queda superior a 3%. A redução das tensões geopolíticas no Oriente Médio contribuiu para o recuo das cotações do petróleo e reforçou a pressão sobre o complexo soja. As previsões de retorno de condições climáticas mais úmidas nas principais regiões produtoras dos Estados Unidos também favoreceram o movimento de baixa. O mercado também foi pressionado pela liquidação de posições compradas por parte dos fundos de investimento. As confirmações de novas vendas externas de soja norte-americana tiveram impacto limitado sobre as cotações.
Em Mato Grosso, na região de Sorriso, há registro de negócios a R$ 126,00 por saca de 60 Kg FOB, para embarque e pagamento em agosto. Operações com entrega em agosto e pagamento alongado para dezembro saem a R$ 130,00 por saca de 60 Kg FOB. Para safra 2026/27, as cotações alcançam a faixa de US$ 22,00 por saca de 60 Kg, equivalentes a R$ 116,00 por saca de 60 Kg FOB, com registros de lotes comercializados para exportação. No Paraná, na região de Ponta Grossa, as esmagadoras indicam R$ 140,00 por saca de 60 Kg CIF para o produto disponível, com entrega no fim de agosto. Para exportação, tradings indicam entre R$ 148,50 e R$ 149,00 por saca de 60 Kg CIF Porto de Paranaguá, para entrega em agosto e pagamento em setembro; R$ 150,00 por saca de 60 Kg CIF, para liquidação em outubro; e R$ 151,00 por saca de 60 Kg CIF para novembro. Para safra 2026/27, as indicações de esmagadoras variam de R$ 133,00 por saca de 60 Kg CIF, para entrega em março de 2027; R$ 134,00 por saca de 60 Kg CIF, para abril; e R$ 135 por saca de 60 Kg CIF, para maio. No Porto de Paranaguá, exportadoras indicam entre R$ 141,00 e R$ 144,00 por saca de 60 Kg CIF.
Fonte: Cogo Inteligência em Agronegócio.