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29/Jul/2026

Revisada projeção do processamento de soja em 2026

A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) elevou de 63 milhões para 63,3 milhões de toneladas sua projeção para o processamento de soja no Brasil em 2026, revisão de 0,5% em relação à estimativa divulgada em junho. Caso o volume seja confirmado, representará novo recorde para o esmagamento da oleaginosa no País, refletindo a maior disponibilidade de matéria-prima e o fortalecimento da atividade industrial. A entidade também revisou para cima a produção dos principais derivados da soja. A estimativa para o farelo passou de 48,6 milhões para 48,7 milhões de toneladas, alta de 0,2%, enquanto a previsão para a produção de óleo foi elevada de 12,65 milhões para 12,75 milhões de toneladas, avanço de 0,8%.

Os dados mensais confirmam o ritmo de processamento da indústria. Em maio, o esmagamento de soja alcançou 5,23 milhões de toneladas, crescimento de 2,7% em relação a abril e de 5,4% na comparação com maio de 2025, considerando o ajuste da amostra utilizado pela entidade. No acumulado de janeiro a maio, o processamento somou 23,363 milhões de toneladas, aumento de 7,9% em relação ao mesmo período do ano anterior. A revisão das estimativas ocorre em um cenário de aumento da produção nacional de soja. Segundo os dados mais recentes da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a safra brasileira de 2026 está estimada em 180,57 milhões de toneladas. No comércio exterior, a Abiove elevou de 114,1 milhões para 115,4 milhões de toneladas a projeção para as exportações brasileiras de soja em grão em 2026, incremento de 1,1% sobre a estimativa anterior.

A previsão para as importações do grão foi mantida em 900 mil toneladas. Entre os derivados, a entidade reduziu a projeção de exportações de farelo de soja, de 25 milhões para 24,9 milhões de toneladas, retração de 0,2%. Em contrapartida, a estimativa para os embarques de óleo de soja foi elevada de 1,65 milhão para 1,7 milhão de toneladas, crescimento de 3%. A previsão para as importações de óleo permaneceu em 125 mil toneladas. Os ajustes reforçam a capacidade da cadeia brasileira da soja de atender simultaneamente às demandas dos mercados interno e externo. A expansão do processamento e o avanço das exportações consolidam a posição estratégica do Brasil no comércio internacional do complexo soja, sustentados pela elevada produção de grãos e pelo fortalecimento da indústria de processamento. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.