29/Jul/2026
Os contratos futuros da soja encerraram a sessão desta terça-feira (28/07) em alta na Bolsa de Chicago, sustentados pela deterioração das condições das lavouras norte-americanas e por um movimento de recomposição de posições após as perdas registradas no pregão anterior. O contrato novembro, referência para a nova safra dos Estados Unidos, avançou 6,25 cents, ou 0,51%, e fechou a US$ 12,20 por bushel. O principal fator de suporte ao mercado foi a atualização do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que indicou redução na qualidade das lavouras.
Até o dia 26 de julho, 63% da área cultivada apresentava condição boa ou excelente, queda de 3% em relação à semana anterior. No mesmo período de 2025, esse índice era de 70%. Em Illinois, principal Estado produtor de soja dos Estados Unidos, a parcela das lavouras classificadas como boas ou excelentes recuou de 59% para 57%, refletindo os efeitos das elevadas temperaturas registradas durante o fim de semana em importantes regiões produtoras. Além da reação aos dados do USDA, o mercado foi influenciado pela recompra de posições vendidas por parte dos investidores, após a desvalorização superior a 3% observada na sessão anterior. Os ganhos, entretanto, foram limitados pelas previsões meteorológicas que indicam temperaturas mais amenas e condições mais favoráveis ao desenvolvimento das lavouras no Meio Oeste norte-americano durante os próximos dias.
As projeções climáticas para agosto continuam apontando melhora das condições de cultivo, embora persistam relatos de perdas irreversíveis em parte das áreas afetadas pelo calor e pelo estresse hídrico. Outro fator que restringiu uma valorização mais intensa foi a forte queda do petróleo no mercado internacional. A desvalorização da commodity reduz a competitividade econômica da mistura de biodiesel ao diesel, pressionando a demanda por óleo de soja, principal matéria-prima utilizada na produção do biocombustível. Na sessão, os contratos futuros do óleo de soja recuaram cerca de 1%.