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29/Jul/2026

Preços da soja em leve alta acompanhando dólar

No mercado interno de soja, os preços registraram leve alta de R$ 1,00 por saca de 60 Kg nesta terça-feira (28/07). O dólar encerrou a sessão desta terça-feira (28/07) em alta de 0,17%, cotado a R$ 5,12, refletindo um movimento de ajuste de posições dos investidores às vésperas da decisão de política monetária do Federal Reserve (Fed). A valorização da moeda norte-americana ocorreu em um ambiente de menor apetite por risco nos mercados internacionais. A forte queda das cotações do petróleo também contribuiu para reduzir o interesse por ativos de países exportadores de commodities, influenciando o comportamento das moedas emergentes, entre elas o Real. O movimento permaneceu limitado, indicando que os investidores evitam assumir posições mais expressivas antes da divulgação da decisão de juros nos Estados Unidos.

Para o agronegócio brasileiro, a estabilidade do câmbio em níveis próximos de R$ 5,10 preserva a competitividade das exportações. Porém, oscilações mais intensas do dólar continuam influenciando os preços internos de fertilizantes, defensivos, combustíveis e demais insumos importados, além de afetarem a formação dos preços recebidos pelos exportadores. No curto prazo, a tendência do mercado cambial permanecerá condicionada às decisões do Federal Reserve e à evolução do cenário internacional. Também seguem no radar dos investidores os desdobramentos das disputas comerciais envolvendo os Estados Unidos, o comportamento das commodities e as expectativas para a política monetária brasileira.

Os contratos futuros da soja encerraram a sessão desta terça-feira (28/07) em alta na Bolsa de Chicago, sustentados pela deterioração das condições das lavouras norte-americanas e por um movimento de recomposição de posições após as perdas registradas no pregão anterior. O contrato novembro, referência para a nova safra dos Estados Unidos, avançou 6,25 cents, ou 0,51%, e fechou a US$ 12,20 por bushel. Até o dia 26 de julho, 63% da área cultivada apresentava condição boa ou excelente, queda de 3% em relação à semana anterior. O mercado também foi influenciado pela recompra de posições vendidas. Os ganhos foram limitados pelas previsões meteorológicas que indicam temperaturas mais amenas e condições mais favoráveis ao desenvolvimento das lavouras no Meio Oeste norte-americano. Outro fator que restringiu uma valorização mais intensa foi a forte queda do petróleo no mercado internacional, o que reduz a competitividade da mistura de biodiesel ao diesel, pressionando a demanda por óleo de soja.

Em São Paulo, na região de Campinas, a indicação para exportação de soja disponível no Porto de Santos é de R$ 148,50 por saca de 60 Kg CIF, para entrega em agosto. Para novembro, a indicação é de R$ 151,00 por saca de 60 Kg CIF Porto de Santos. Nas negociações voltadas para a safra 2026/27, as indicações para entrega entre fevereiro e março de 2027 são de R$ 138,00 por saca de 60 Kg CIF Porto de Santos. Em Mato Grosso, na região de Sinop, os preços da soja disponível para exportação são cotados a R$ 126,00 por saca de 60 Kg FOB, para embarque imediato e pagamento em 10 de setembro. Quanto à safra 2026/27, as indicações são de R$ 110,00 por saca de 60 Kg FOB (ou US$ 20,50 por saca de 60 Kg), para embarque em março e pagamento para 30 de abril de 2027.

Fonte: Cogo Inteligência em Agronegócio.