07/Aug/2026
Uma coalizão formada por aproximadamente 250 entidades representativas do agronegócio dos Estados Unidos pressionou o Comitê de Agricultura, Nutrição e Florestas do Senado norte-americano pela aprovação da nova Lei Agrícola, denominada Agricultural Act of 2026. Em carta encaminhada nesta quinta-feira (06/08), as organizações defenderam a necessidade de avanço da proposta para garantir previsibilidade de longo prazo ao setor agropecuário. As entidades destacaram que os produtores rurais norte-americanos operam sem uma atualização estrutural da legislação agrícola desde 2018, dependendo de programas considerados defasados e de medidas emergenciais temporárias para manutenção das atividades produtivas.
A mobilização ocorre em um cenário de pressão financeira sobre agricultores e pecuaristas dos Estados Unidos, marcado pela elevação dos custos de produção, redução dos preços das commodities agrícolas e impactos de eventos climáticos adversos em diferentes regiões do país. A coalizão ressaltou que a Câmara dos Representantes já aprovou sua versão da legislação, denominada Farm, Food, and National Security Act of 2026, e que o próximo passo depende da tramitação no Comitê de Agricultura do Senado. Segundo as entidades, a aprovação de uma nova lei agrícola é necessária para ampliar a segurança operacional dos produtores e reduzir incertezas sobre políticas públicas para o setor.
Entre as medidas consideradas prioritárias pelas organizações estão a autorização permanente para comercialização de gasolina com 15% de etanol (E15) durante todo o ano, a renovação de linhas de crédito e programas de pesquisa agrícola, ações para reduzir a volatilidade dos preços dos insumos e o fortalecimento das garantias destinadas ao segmento de hortifrúti (specialty crops). A ausência de votação antes do recesso do Senado poderá prolongar o ambiente de incerteza econômica para o setor agrícola norte-americano, com potenciais impactos sobre a capacidade produtiva, a competitividade internacional e a segurança de abastecimento dos mercados interno e externo. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.