07/Aug/2026
A Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) projeta exportação de 9,74 milhões de toneladas de soja em agosto, alta de 20,1% em comparação com os 8,11 milhões de toneladas embarcadas em igual mês de 2025. Ante julho, quando o Brasil exportou 12,18 milhões de toneladas, a estimativa representa queda de 20,0%, seguindo o comportamento sazonal tradicional de desaceleração no período de entressafra da oleaginosa e abrindo espaço para o avanço do milho na pauta de embarques. No acumulado dos sete primeiros meses do ano, o Brasil exportou 84,77 milhões de toneladas de soja, crescimento de 6,0% ante 79,99 milhões de toneladas embarcadas em igual período de 2025.
A Anec mantém a estimativa de exportações totais de soja em 114 milhões de toneladas até o fim de 2026, resultado da demanda aquecida e da alta disponibilidade da oleaginosa após safra superior a 180 milhões de toneladas no País. Para o farelo de soja, a projeção de agosto é de 2,48 milhões de toneladas, alta de 22,5% ante 2,02 milhões de toneladas embarcadas em agosto de 2025. Na comparação com julho, quando os embarques somaram 2,53 milhões de toneladas, a estimativa indica queda de 2,0%. No acumulado dos sete primeiros meses do ano, o Brasil exportou 15,26 milhões de toneladas do produto, crescimento de 13,7% ante 13,42 milhões de toneladas em igual período do ano passado.
Na semana de 2 a 8 de agosto, a programação prevê embarques de 3,28 milhões de toneladas de soja, alta de 40,8% ante 2,33 milhões de toneladas na semana anterior. Para o farelo de soja, estão programadas 477 mil toneladas, queda de 41,2% ante 811 mil toneladas na semana anterior. Na semana anterior, de 26 de julho a 1º de agosto, os embarques somaram 2,33 milhões de toneladas de soja e 811 mil toneladas de farelo. A China segue como principal destino da soja brasileira no acumulado de janeiro a julho, com 71% dos embarques, seguida por Espanha (4%) e Tailândia, Turquia e Irã, com 3% cada. Para o farelo de soja, os principais destinos foram Indonésia (18%), Tailândia (11%), Holanda (10%) e França (10%). Os volumes podem sofrer alterações em virtude de condições específicas de cada porto, bem como fatores climáticos e logísticos. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.