23/Sep/2026
Os futuros de soja negociados na Bolsa de Chicago fecharam em leve baixa nesta terça-feira (22/09), pressionados principalmente pelo recuo superior a 1% do óleo de soja. O derivado acompanhou a queda do petróleo, movimento que reduz o incentivo das refinarias para a mistura de biodiesel ao diesel. O óleo de soja é uma das principais matérias-primas utilizadas na produção do biocombustível. O contrato novembro da oleaginosa recuou 2,50 cents, ou 0,19%, e fechou a US$ 13,25 por bushel. O avanço da colheita de soja nos Estados Unidos também pressionou os contratos. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) informou que 12% da safra havia sido colhida até o dia 20 de setembro, ante 8% em igual período de 2025 e na média dos cinco anos anteriores. A condição das lavouras permaneceu estável na semana, com 58% da safra classificada entre boa e excelente, ante 61% em igual período do ano passado.
As perdas foram limitadas pelo avanço do farelo de soja, sustentado pela oferta mais apertada e pela demanda externa firme pelo produto norte-americano. O quadro de oferta restrita deve continuar dando suporte aos preços do farelo no curto prazo, mas tende a se normalizar com o avanço da colheita nos Estados Unidos e a recuperação da competitividade do Brasil nas exportações a partir de novembro. A demanda externa também vem sustentando o mercado de farelo nos Estados Unidos. No acumulado do ano comercial até 10 de setembro, as vendas norte-americanas do produto alcançaram 18 milhões de toneladas, alta de 15% ante o mesmo período do ano anterior, conforme dados do USDA. As expectativas em relação à reunião entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o líder chinês, Xi Jinping, marcada para esta quinta-feira (24/09), em Washington, também deram algum suporte aos preços.
O mercado espera que o encontro resulte em compromissos da China para ampliar as compras de produtos agrícolas norte-americanos. A possibilidade de avanços nas relações comerciais entre os dois países adicionou suporte aos grãos, em meio à expectativa de medidas de estímulo às exportações dos Estados Unidos. No Brasil, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) informou que a semeadura da soja da safra 2026/27 alcançava 0,5% da área prevista até o dia 18 de setembro, avanço de 0,4% na comparação semanal. Em relação ao mesmo período da safra 2025/26, os trabalhos estão 0,1% atrasados. Na Argentina, a Bolsa de Cereais de Buenos Aires estima que os produtores devem semear 17 milhões de hectares com soja na temporada 2026/27. A produção é projetada em 53,6 milhões de toneladas, alta de 7% em relação ao volume colhido na safra 2025/26.