23/Sep/2026
No mercado interno de soja, os preços ficaram praticamente estáveis, com leve alta entre R$ 0,50 e R$ 1,00 por saca de 60 Kg em algumas regiões nesta terça-feira (22/09). O dólar encerrou a sessão desta terça-feira (22/09) próximo da estabilidade ante o Real, em um pregão marcado pela expectativa de um possível acordo entre Estados Unidos e Irã para encerrar a guerra no Oriente Médio. No mercado doméstico, os investidores acompanharam o cenário eleitoral e repercutiram a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central. O dólar fechou em baixa de 0,08%, a R$ 5,10. O Banco Central destacou que a política monetária contribui para o processo de desinflação, mas que a inflação continua pressionada pela demanda, exigindo a manutenção de uma política monetária restritiva. O cenário-base de manutenção da Selic em 13,75% até o fim de 2026 permanece, mas a ata aumentou a percepção de possibilidade de flexibilização da política monetária nas próximas reuniões. A possibilidade de novo corte da Selic em novembro, para 13,50%, combinada à perspectiva de novos aumentos de juros nos Estados Unidos, onde a taxa está atualmente na faixa de 3,75% a 4,00%, reduz o diferencial de juros entre os dois países. Essa redução pode alterar o fluxo de investimentos direcionados ao Brasil e exercer pressão de alta sobre o dólar.
Os futuros de soja negociados na Bolsa de Chicago fecharam em leve baixa nesta terça-feira (22/09), pressionados principalmente pelo recuo superior a 1% do óleo de soja. O contrato novembro da oleaginosa recuou 2,50 cents, ou 0,19%, e fechou a US$ 13,25 por bushel. O avanço da colheita de soja nos Estados Unidos também pressionou os contratos. As perdas foram limitadas pelo avanço do farelo de soja, sustentado pela oferta mais apertada e pela demanda externa firme pelo produto norte-americano. As expectativas em relação à reunião entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o líder chinês, Xi Jinping, marcada para esta quinta-feira (24/09) também deram algum suporte aos preços. O mercado espera que o encontro resulte em compromissos da China para ampliar as compras de produtos agrícolas norte-americanos. No Brasil, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) informou que a semeadura da soja da safra 2026/27 alcançava 0,5% da área prevista até o dia 18 de setembro. Em relação ao mesmo período da safra 2025/26, os trabalhos estão 0,1% atrasados. Na Argentina, a Bolsa de Cereais de Buenos Aires estima que os produtores devem semear 17 milhões de hectares com soja na temporada 2026/27. A produção é projetada em 53,6 milhões de toneladas, alta de 7% em relação à safra 2025/26.
Em Mato Grosso do Sul, na região de Dourados, os exportadores indicam entre R$ 146,00 e R$ 147,00 por saca de 60 Kg FOB, para embarque em setembro e pagamento em outubro. Para safra 2026/2027, a indicação é de R$ 132,00 por saca de 60 Kg FOB, para embarque em abril de 2027, mas oscilam entre R$ 131,00 e R$ 133,00 por saca de 60 Kg, conforme o dólar. No Paraná, na região de Cascavel, a ponta exportadora indica entre R$ 162,00 e R$ 165,00 por saca de 60 Kg CIF Porto de Paranaguá, para entrega imediata. As indústrias indicam entre R$ 157,00 e R$ 158,00 por saca de 60 Kg CIF. Para safra 2026/2027, a indicação para exportação no Porto de Paranaguá varia entre R$ 150,00 e R$ 155,00 por saca de 60 Kg CIF, a depender do mês de entrega. As indústrias indicam entre R$ 138,00 e R$ 142,00 por saca de 60 Kg FOB.
Fonte: Cogo Inteligência em Agronegócio.