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24/Sep/2026

Preços da soja em leve baixa acompanhando Chicago

No mercado interno de soja, os preços apresentaram leve baixa entre R$ 0,50 e R$ 1,00 por saca de 60 Kg nesta quarta-feira (23/09) na maior parte das regiões. O dólar fechou a sessão desta quarta-feira (23/09) com alta de 1,27% no Brasil, a R$ 5,16, reagindo à valorização da moeda norte-americana no exterior e à divulgação de nova pesquisa eleitoral. A cotação atingiu o maior nível de fechamento desde 31 de agosto. O movimento cambial desta sessão refletiu a avaliação de agentes financeiros sobre o cenário político e sobre os possíveis impactos das diferentes trajetórias para as contas públicas e a dívida brasileira. No ambiente externo, o dólar ganhou força ante quase todas as principais moedas, com o mercado incorporando a possibilidade de novas altas de juros pelo Federal Reserve (Fed) no curto prazo. A perspectiva de maior pressão inflacionária relacionada à guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã também contribuiu para a reprecificação das expectativas para a política monetária norte-americana. Outro fator de pressão foi o Índice de Gerentes de Compras (PMI) dos Estados Unidos, que subiu para 58,4 em setembro, ante 56,0 em agosto. O resultado foi o maior desde julho de 2021. O Banco Central avaliou que as mudanças nas taxas de juros no Brasil e nos Estados Unidos não devem provocar grandes oscilações no câmbio.

Os futuros de soja negociados na Bolsa de Chicago fecharam em baixa nesta quarta-feira (23/09), com os operadores adotando postura cautelosa antes da reunião entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o líder chinês, Xi Jinping. O mercado não trabalha com expectativa de novos acordos que assegurem compras chinesas de produtos agrícolas dos Estados Unidos. O contrato novembro caiu 7,50 centavos de dólar, ou 0,57%, e fechou a US$ 13,18 por bushel. As posições líquidas compradas mantidas pelos fundos também permanecem como fator de cautela. O fortalecimento do dólar ante o Real tende a melhorar a competitividade da soja brasileira no mercado internacional e pesou sobre os contratos. A Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) estima que o Brasil embarcará 8,02 milhões de toneladas de soja em setembro, volume 15% superior aos 6,97 milhões de toneladas exportados em setembro de 2025. O avanço da colheita nos Estados Unidos também contribuiu para pressionar as cotações.

Em Mato Grosso, na região de Primavera do Leste, indústrias esmagadoras indicam R$ 148,00 por saca de 60 Kg FOB, para retirada em outubro e R$ 150,00 por saca de 60 Kg FOB, para janeiro. As indicações para exportação estão R$ 4,00 por saca de 60 Kg abaixo das referências internas. Para a safra 2026/27, as fábricas indicam R$ 130,00 por saca de 60 Kg FOB, para retirada em fevereiro e pagamento em março. No porto, a indicação é de R$ 128,00 por saca de 60 Kg. Em São Paulo, na região de Campinas, os exportadores indicam R$ 165,00 por saca de 60 Kg CIF Porto de Santos. Indústrias do interior indicam R$ 162,00 por saca de 60 Kg.

Fonte: Cogo Inteligência em Agronegócio.