07/Oct/2026
Segundo a “Pesquisa de Capacidade Instalada das Indústrias de Óleos Vegetais” da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), a capacidade instalada de processamento de oleaginosas no Brasil cresceu 13,1% em 2026, para 261.868 toneladas por dia, equivalente a cerca de 86,4 milhões de toneladas por ano. A expansão acompanha o aumento da demanda por farelo e óleo vegetal, com o óleo impulsionado principalmente pelo crescimento do mercado de biodiesel. Nas unidades em operação, a capacidade de processamento alcançou 255.544 toneladas por dia, crescimento de 16,2% em relação ao levantamento anterior. As plantas paradas somam 6.324 toneladas por dia. O número de unidades ativas aumentou de 131 para 148, alta de 13,0%, enquanto as plantas paradas recuaram de 12 para 6. O levantamento registra ainda três unidades em construção, ante seis na pesquisa anterior.
O número de empresas de processamento aumentou de 75 para 89, avanço de 18,7%, enquanto o número de unidades industriais passou de 149 para 157, alta de 5,4%. O crescimento da estrutura industrial amplia a capacidade de transformação da produção de oleaginosas em produtos de maior valor agregado e reforça a participação da indústria brasileira no mercado de derivados. A Região Centro-Oeste concentra 42,9% da capacidade nacional de processamento. A região ampliou a capacidade de 102.705 toneladas por dia em 2025 para 112.288 toneladas por dia em 2026. Entre os Estados, Mato Grosso lidera, com 56.559 toneladas por dia, equivalente a 21,6% da capacidade instalada no País, refletindo a relevância da produção estadual de soja e a expansão da indústria de processamento próxima às regiões produtoras. A capacidade de refino, etapa posterior ao processamento em que o óleo bruto é tratado para atender ao consumo, apresentou crescimento mais moderado, de 2,5%, passando de 25.768 para 26.425 toneladas por dia.
Em termos anuais, a capacidade equivale a aproximadamente 8,7 milhões de toneladas, ante cerca de 8,5 milhões de toneladas anteriormente. O número de empresas de refino aumentou 2,6%, para 39, enquanto o número de unidades industriais passou de 66 para 67, alta de 1,5%. As plantas de refino ativas permaneceram em 60, e as unidades paradas aumentaram de seis para sete. No segmento de envase, a capacidade permaneceu estável em 14.811 toneladas por dia, equivalente a aproximadamente 4,9 milhões de toneladas por ano. A estabilidade indica manutenção da estrutura disponível para a etapa final de comercialização do óleo, apesar da expansão observada na capacidade de processamento das oleaginosas. O levantamento identificou projetos de expansão e implantação de novas unidades que somam cerca de R$ 7,65 bilhões em investimentos.
Se todos forem concluídos, os projetos poderão adicionar aproximadamente 22.550 toneladas por dia à capacidade de processamento, equivalente a cerca de 7,4 milhões de toneladas por ano. O acréscimo corresponde a aproximadamente 8,6% da capacidade atualmente instalada no País. Os investimentos projetados também indicam potencial de geração de empregos e efeitos sobre as economias regionais. A Abiove estima que os projetos estejam associados à criação de 1.350 empregos diretos e 12.100 indiretos, totalizando cerca de 13,4 mil postos de trabalho. A expansão da capacidade industrial, portanto, combina o aumento da demanda por derivados de oleaginosas com investimentos em infraestrutura, agregação de valor à produção agrícola e ampliação da atividade econômica nas regiões produtoras. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.