07/Oct/2026
Segundo a AgResource, a valorização do Real tende a desacelerar as vendas de soja pelos produtores brasileiros e a favorecer a competitividade dos grãos dos Estados Unidos no mercado internacional, segundo avaliação da. No mercado norte-americano, a demanda pela oleaginosa também é sustentada pelo processamento doméstico, enquanto, no milho, a queda incomum nas condições das lavouras voltou a elevar as dúvidas sobre o potencial produtivo da safra dos Estados Unidos. O movimento recente do câmbio é atribuído à reação do mercado ao primeiro turno das eleições presidenciais e à expectativa de menor gasto público em um eventual governo de Flávio Bolsonaro (PL) após o segundo turno.
A valorização do Real reduz a rentabilidade das exportações brasileiras em moeda doméstica e tende a diminuir o ritmo de comercialização da soja pelos produtores, especialmente diante da concorrência dos Estados Unidos no mercado externo. Nos Estados Unidos, as margens físicas de esmagamento da soja estão próximas de US$ 4,00 por bushel no centro de Illinois. Esse nível de rentabilidade estimula o processamento doméstico em um momento de maior demanda por derivados destinados à produção de biocombustíveis. O avanço do esmagamento norte-americano amplia a competição pela matéria-prima com a demanda externa, especialmente da China, reduzindo a necessidade de direcionamento de toda a oferta para o mercado internacional.
Para a soja brasileira, o principal efeito no curto prazo é a combinação entre câmbio mais favorável ao real e menor rentabilidade das vendas externas, em um cenário no qual os Estados Unidos contam simultaneamente com demanda chinesa e forte processamento doméstico. Para o milho, a deterioração das condições das lavouras norte-americanas e a menor disponibilidade do Mar Negro adicionam elementos de sustentação aos preços, enquanto a perda de competitividade do produto brasileiro pode alterar o ritmo dos embarques e a formação dos diferenciais entre origens. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.