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08/Oct/2026

Futuros de soja caem com avanço da colheita nos EUA

Os futuros de soja negociados na Bolsa de Chicago fecharam em baixa nesta quarta-feira (07/10), pressionados pela expectativa de aceleração da colheita no Meio Oeste dos Estados Unidos após os atrasos provocados pelas chuvas nas últimas semanas. A previsão de clima mais quente e seco no cinturão do milho tende a permitir avanço mais rápido dos trabalhos de campo, enquanto os operadores também realizaram lucros após a alta de 1,74% registrada na sessão anterior. O contrato com vencimento em novembro recuou 5,50 cents, ou 0,42%, e fechou a US$ 12,97 por bushel. O fortalecimento do dólar ante o Real, após as quedas registradas nos últimos dias, também pressionou as cotações. A valorização da moeda norte-americana tende a aumentar a competitividade da soja brasileira no mercado internacional e estimular as exportações.

Segundo a estimativa mais recente da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec), o Brasil deverá embarcar 6,18 milhões de toneladas de soja em outubro, volume 3,4% inferior ao registrado em igual mês de 2025. O desempenho dos derivados também influenciou o mercado. O óleo de soja recuou mais de 3%, ampliando a pressão sobre os contratos da oleaginosa, enquanto a valorização de aproximadamente 3% do farelo de soja atuou como fator parcialmente compensatório. Os operadores também ajustaram posições antes da divulgação do relatório mensal de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), prevista para esta sexta-feira (09/10).

As expectativas de mercado apontam para uma pequena elevação da estimativa de produção norte-americana de soja na safra 2026/27, para 123,60 milhões de toneladas, ante 123,43 milhões de toneladas projetadas em setembro. A produtividade média esperada também deve subir, de 3,551 para 3,558 toneladas por hectare. Os estoques domésticos ao final da temporada 2026/27 são estimados em 8,46 milhões de toneladas, ante 8,44 milhões de toneladas na projeção anterior. A combinação entre clima favorável à colheita norte-americana, fortalecimento do dólar, realização de lucros e ajustes de posições antes do Wasde mantém a Bolsa de Chicago sob pressão no curto prazo. Ao mesmo tempo, a revisão apenas marginal esperada para produção, produtividade e estoques indica que o mercado aguarda o relatório do USDA para recalibrar as expectativas sobre a oferta norte-americana e a formação dos preços internacionais da soja.