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09/Oct/2026

EUA: esmagamento e exportação apertam estoques

Segundo o CoBank, banco norte-americano de crédito rural, os estoques finais de soja dos Estados Unidos podem recuar para o menor nível em três anos, mesmo com uma safra recorde, diante do ritmo elevado de esmagamento e das exportações. A demanda permanece firme enquanto a produção é estimada em 123,6 milhões de toneladas, volume 6% superior ao do ano anterior. A projeção de estoques mais ajustados é do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). O esmagamento de soja nos Estados Unidos permanece em níveis recordes, sustentado pela expansão da capacidade industrial e pelo crescimento da demanda por óleo de soja destinado à produção de diesel renovável.

As margens historicamente elevadas estimularam investimentos no setor, com novas ampliações de capacidade previstas para entrar em operação até o fim de 2028. O aumento da atividade industrial também se reflete no mercado físico por meio do basis, diferença entre os preços locais e as cotações da Bolsa de Chicago, que vem se fortalecendo em diferentes regiões produtoras e melhora a remuneração recebida pelos agricultores. No mercado externo, a China retomou as compras de soja dos Estados Unidos após o anúncio de um compromisso de aquisição de 25 milhões de toneladas por ano até 2028. A participação das esmagadoras privadas chinesas, entretanto, tende a permanecer limitada enquanto a China mantiver a tarifa retaliatória de 10% sobre a soja norte-americana.

Ainda assim, os compromissos totais de exportação dos Estados Unidos, considerando todos os destinos, já superam em mais de duas vezes o ritmo registrado no mesmo período do ano anterior. A combinação de esmagamento acelerado e vendas externas firmes pode reduzir os estoques de passagem norte-americanos apesar da produção recorde. A estimativa mais recente do USDA aponta para estoques finais mais apertados, colocando o mercado em posição mais sensível a eventuais alterações na demanda ou a problemas de oferta. A atenção passa, dessa forma, para a América do Sul, especialmente para o Brasil, onde o início do plantio ocorre sob incertezas relacionadas aos possíveis efeitos do El Niño sobre as condições de produção. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.