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14/Oct/2026

MT: comercialização da safra 2026/2027 adiantada

Segundo o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), a comercialização antecipada da soja da safra 2026/27 em Mato Grosso atingiu 43,73% da produção estimada no fechamento de setembro, o ritmo mais adiantado desde a temporada 2020/21. O índice avançou 4,61% em relação a agosto e superou em 12,27% o registrado no mesmo período do ciclo anterior, quando 31,46% da produção estava negociada. O Imea atribui a aceleração das vendas à valorização dos contratos de soja na Bolsa de Chicago e à preocupação dos produtores com os possíveis efeitos do El Niño sobre a produção. Em setembro, as cotações internacionais alcançaram média de US$ 13,07 por bushel, alta de US$ 1,08 por bushel em relação a agosto, sustentadas pelo atraso da colheita nos Estados Unidos. Nesse cenário, os produtores aproveitaram as oportunidades de preços para negociar parte da próxima safra e assegurar recursos para cobrir os custos de produção do ciclo 2026/27.

Entre as regiões de Mato Grosso, o norte apresentou o maior percentual de vendas antecipadas, com 47,43% da produção comprometida, seguido pelo nordeste, com 45,07%. O sudeste registrou o avanço mensal mais expressivo, de 6,77%, alcançando 41,84% da produção estimada. Os dados indicam avanço disseminado da comercialização, embora com diferenças de ritmo entre as regiões produtoras do Estado. Para a safra 2025/26, a comercialização aproxima-se do encerramento, com 97,51% da produção negociada no fechamento de setembro. O índice avançou 0,61% em relação a agosto e ficou 1,81% acima do registrado no mesmo período da temporada anterior. No nordeste, as vendas alcançaram 99% da produção, o maior percentual entre as regiões do Estado. A menor disponibilidade de soja da safra atual também se reflete no fluxo de exportações.

Os embarques de Mato Grosso recuaram 49,71% em setembro em comparação com agosto. Apesar da queda mensal, o volume acumulado de janeiro a setembro chegou a 30,97 milhões de toneladas, aumento de 6,15% ante igual intervalo de 2025. A China permaneceu como principal destino da oleaginosa mato-grossense, absorvendo 59,13% do volume exportado pelo Estado no período. A combinação entre valorização internacional, necessidade de financiamento do ciclo produtivo e incertezas climáticas tem antecipado as decisões comerciais dos produtores. O avanço das vendas da safra 2026/27 reduz a parcela da produção ainda disponível para negociação futura e aumenta a importância do acompanhamento das cotações na Bolsa de Chicago, das condições climáticas na América do Sul e da evolução da produtividade das lavouras para a formação das receitas dos produtores ao longo da temporada. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.