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15/Oct/2026

Futuros em baixa com avanço da colheita nos EUA

Os contratos futuros de soja fecharam em baixa na Bolsa de Chicago nesta quarta-feira (14/10), pressionados pelo avanço acelerado da colheita nos Estados Unidos e pela desvalorização superior a 1% do óleo de soja. O vencimento novembro recuou 6,50 centavos de dólar, equivalentes a 0,51%, e fechou a US$ 12,77 por bushel. De acordo com o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), os produtores haviam colhido 46% da safra até o dia 11 de outubro, avanço de 21% em uma semana. Apesar do ritmo acelerado, o índice permanece abaixo da média dos cinco anos anteriores para o período, de 50%. As lavouras com condições boas ou excelentes representavam 57% da área, sem alteração em relação à semana anterior. O desempenho do óleo de soja também contribuiu para pressionar os contratos do grão.

Na terça-feira (13/10), a Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA) propôs realocar integralmente os volumes de mistura de combustíveis renováveis que deixaram de ser exigidos das pequenas refinarias em 2025. Entretanto, a abertura de um período adicional para consulta pública e a ausência de uma decisão sobre o cronograma de implementação geraram frustração entre participantes do mercado, reduzindo o suporte esperado para os derivados da soja. O USDA anunciou nesta quarta-feira (14/10) uma venda avulsa de 470 mil toneladas de soja norte-americana para a China, com entrega prevista para o ano comercial 2026/27.

Foi o primeiro anúncio desse tipo envolvendo o país asiático desde 24 de setembro. Apesar de representar um sinal positivo para a demanda externa, a operação não foi suficiente para reverter a pressão exercida pelo avanço da colheita e pela queda do óleo de soja. O mercado segue condicionado, portanto, à combinação entre a evolução da oferta norte-americana, o ritmo das exportações e as perspectivas de demanda por biocombustíveis. A continuidade das compras chinesas poderá oferecer sustentação às cotações, enquanto o avanço da colheita nos Estados Unidos e as incertezas sobre a implementação das regras de combustíveis renováveis permanecem como fatores de pressão no curto prazo.