20/Oct/2026
Os contratos futuros de soja negociados na Bolsa de Chicago fecharam em baixa pela quinta sessão consecutiva nesta segunda-feira (19/10). O avanço da colheita e a perspectiva de uma safra volumosa nos Estados Unidos continuam predominando sobre outros fatores do mercado, limitando a recuperação das cotações. A previsão de condições climáticas favoráveis nos próximos dias no Meio Oeste norte-americano também deve contribuir para o avanço dos trabalhos de campo. O contrato com vencimento em novembro recuou 7,75 cents, equivalente a 0,61%, e fechou a US$ 12,53 por bushel. A posição comprada dos fundos também contribui para a pressão sobre os preços, diante da possibilidade de liquidação de parte das posições. Conforme levantamento semanal da Comissão de Negociação de Futuros de Commodities (CFTC), esses agentes mantinham posição líquida comprada de 249.807 lotes em 13 de outubro.
A demanda chinesa pela soja dos Estados Unidos perdeu parte da capacidade de sustentar as cotações diante da pressão sazonal da colheita. Nesta segunda-feira, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) informou vendas de 114 mil toneladas de soja para a China e de 261 mil toneladas para destinos não revelados. Na semana anterior, o órgão havia anunciado três vendas avulsas de soja norte-americana para o país asiático, que totalizaram 1,358 milhão de toneladas. Os dados de exportação dos Estados Unidos também apresentaram desempenho expressivo, mas não foram suficientes para reverter a tendência de baixa. Segundo o USDA, as inspeções de soja para embarque nos portos norte-americanos somaram 2 milhões de toneladas na semana encerrada em 15 de outubro, volume 80,4% superior ao registrado na semana anterior. No Brasil, o plantio da safra de soja 2026/27 alcançou 26% da área estimada até a quinta-feira anterior, ante 15% uma semana antes e 24% no mesmo período do ano passado, conforme levantamento da AgRural.