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22/Oct/2026

Futuros em baixa com avanço da colheita nos EUA

Os contratos futuros de soja fecharam em queda pela oitava sessão consecutiva nesta quarta-feira (21/10) na Bolsa de Chicago. O avanço da colheita nos Estados Unidos, favorecido pelas condições climáticas, e a liquidação de posições compradas pelos fundos de investimento mantiveram a pressão sobre as cotações, ofuscando as compras chinesas do grão norte-americano. O vencimento janeiro recuou 5,25 cents, ou 0,42%, e fechou a US$ 12,58 por bushel. As condições climáticas favoráveis em grande parte do cinturão agrícola dos Estados Unidos devem permitir maior avanço dos trabalhos no campo ao longo da semana. A possibilidade de os produtores acelerarem a colheita e superarem o ritmo médio dos últimos cinco anos contribui para limitar os preços.

Na segunda-feira (19/10), o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) informou que 64% da safra havia sido colhida até o dia 18 de outubro, ante 46% na semana precedente e média de 65% nos últimos cinco anos. Outro fator de pressão é a redução das posições compradas dos fundos de investimento, anteriormente elevadas, em um mercado com poucos compradores para compensar o movimento de liquidação. Esse cenário mantém as cotações vulneráveis, mesmo diante da continuidade das vendas pontuais de soja norte-americana para a China. Segundo o USDA, foram relatadas vendas de 299 mil toneladas de soja, sendo 134 mil toneladas destinadas à China e 165 mil toneladas à Espanha.

Desde a semana passada, as vendas pontuais do grão dos Estados Unidos para o mercado chinês somam 2,218 milhões de toneladas. Apesar do volume expressivo, as aquisições não foram suficientes para reverter a tendência de baixa dos contratos futuros. O avanço do dólar ante o Real também contribui para pressionar os preços internacionais, ao favorecer a competitividade da soja brasileira no mercado externo. De acordo com a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec), o Brasil deverá embarcar 6,40 milhões de toneladas de soja em outubro, volume praticamente estável em relação ao exportado no mesmo mês de 2025. A perspectiva de continuidade da oferta brasileira, combinada ao avanço da colheita norte-americana e à redução das posições compradas dos fundos, mantém o mercado sob pressão no curto prazo.