27/Oct/2026
O Sistema de Plantio Direto ocupa cerca de 45 milhões de hectares no Brasil, o equivalente a 65% da área destinada às lavouras temporárias, segundo o pesquisador o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná). Na América do Sul, o sistema abrange 86 milhões de hectares e, em escala global, aproximadamente 300 milhões de hectares. Os números indicam a expansão da técnica nas últimas décadas. Em 2017, o Censo Agropecuário do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) registrou mais de 33 milhões de hectares sob plantio direto no Brasil, correspondentes a 62% da área dedicada à produção de grãos. Em escala mundial, a área superava 205 milhões de hectares em 2020, com destaque para países como Argentina, Estados Unidos, Canadá, Austrália e China.
Celebrado em 23 de outubro, o Dia Nacional do Plantio Direto destaca a importância de um sistema de cultivo baseado no revolvimento mínimo do solo, na manutenção da cobertura vegetal e na rotação de culturas. Introduzida no Brasil há mais de cinco décadas, na região norte do Paraná, a técnica contribui para reduzir a erosão, preservar os recursos hídricos e melhorar as propriedades físicas, químicas e biológicas do solo. Apesar da expansão da área, a aplicação incompleta dos princípios do sistema ainda representa um desafio. A ausência de rotação adequada de culturas e a cobertura vegetal insuficiente podem limitar os resultados agronômicos e ambientais. A compactação do solo, o controle da erosão e o planejamento das culturas utilizadas na rotação também exigem atenção para assegurar a eficiência do manejo.
Entre os benefícios do plantio direto estão a redução do consumo de combustíveis e do número de operações mecanizadas, além do aumento da capacidade de infiltração e retenção de água no solo. Essas características contribuem para a conservação dos recursos naturais e podem favorecer a estabilidade produtiva das lavouras diante de variações nas condições climáticas. O sistema também possui reconhecimento internacional, com seus princípios incorporados à abordagem de agricultura de conservação promovida pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO). A consolidação desses benefícios depende, contudo, da adoção integrada dos componentes do sistema, especialmente da rotação de culturas e da manutenção permanente da cobertura do solo. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.