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27/Oct/2026

Preços da soja têm forte alta acompanhando dólar

No mercado interno de soja, os preços apresentaram forte alta entre R$ 3,00 e R$ 5,00 por saca de 60 Kg nesta segunda-feira (26/10). O dólar disparou nesta segunda-feira (26/10), e encerrou em alta de 8,21%, a R$ 5,40. A moeda norte-americana atingiu o maior nível de fechamento desde 5 de janeiro, quando terminou a R$ 5,40, em meio ao aumento dos prêmios de risco fiscal e político após a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno das eleições presidenciais. O avanço diário foi o mais intenso desde 13 de janeiro de 1999, quando o Brasil adotou o regime de bandas cambiais. Em outubro, o dólar passou a acumular alta de 4,40%, embora ainda registre queda de 1,57% no ano. A cotação superou R$ 5,60 nas primeiras horas de negociação, refletindo a reversão de posições montadas diante do favoritismo de Flávio Bolsonaro à Presidência da República. Apesar da forte oscilação, o mercado não registrou os problemas de liquidez. O fluxo de exportadores contribuiu para reduzir a pressão sobre a taxa de câmbio. O Tesouro Nacional atuou na recompra de títulos públicos, operação que pode ter contribuído para a acomodação do câmbio. O cenário fiscal e a composição da equipe econômica do novo governo passaram a concentrar a atenção dos agentes financeiros. A trajetória do dólar nos próximos meses estará condicionada às sinalizações do governo sobre controle das contas públicas, composição da equipe econômica e medidas capazes de reduzir as incertezas fiscais e políticas.

Os contratos futuros de soja negociados na Bolsa de Chicago fecharam em queda nesta segunda-feira (16/10), pressionados pela valorização do dólar ante o Real após a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva na eleição presidencial do Brasil. A desvalorização da moeda brasileira tende a favorecer a competitividade da soja nacional no mercado internacional e estimular as exportações do País. O contrato com vencimento em janeiro recuou 16,00 cents, ou 1,26%, para US$ 12,52 por bushel. Dados da Comissão de Negociação de Futuros de Commodities (CFTC) mostraram que os fundos reduziram em 11,4% a posição líquida comprada em soja na semana encerrada em 20 de outubro, para 221.325 contratos. Apesar da redução, o saldo comprado permanece elevado, indicando espaço para novas liquidações e mantendo a pressão sobre as cotações. Os exportadores brasileiros aproveitaram a desvalorização do Real para fechar negócios, enquanto a queda adicional dos preços estimulou novas vendas por parte dos especuladores. A pressão vendedora esteve concentrada, principalmente, na liquidação de posições no mercado futuro. O avanço acelerado da colheita nos Estados Unidos também contribuiu para o movimento de baixa. Os dados de demanda externa apresentaram evolução positiva. O avanço semanal das inspeções, contudo, não foi suficiente para compensar a pressão exercida pela valorização do dólar ante o Real, pela liquidação de posições especulativas e pela perspectiva de conclusão da colheita nos Estados Unidos. No Brasil, o ritmo mais acelerado de semeadura amplia a atenção do mercado para a evolução das condições climáticas e para as perspectivas de produção da nova safra sul-americana.

Em Mato Grosso, na região de Campo Verde, há registro de negócios a R$ 140,00 por saca de 60 Kg FOB, para embarque em novembro e pagamento em dezembro. Tradings indicam R$ 135,00 por saca de 60 Kg FOB, para retirada imediata e pagamento no fim de outubro. Para a safra 2026/27, a indicação é de R$ 118,00 por saca de 60 Kg FOB, para retirada entre fevereiro e março. No Paraná, no Porto de Paranaguá, a indicação é de R$ 144,00 por saca de 60 Kg CIF, para entrega entre outubro e novembro e pagamento no início de dezembro. Na região de Ponta Grosso, as fábricas indicam entre R$ 147,00 e R$ 148,00 por saca de 60 Kg CIF. Necessidades pontuais levaram compradores a pagar até R$ 150,00 por saca de 60 Kg CIF. Para safra 2026/27, a indicação é de R$ 140,00 por saca de 60 Kg CIF, para entrega entre abril e maio.

Fonte: Cogo Inteligência em Agronegócio.