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28/Oct/2026

Futuros em baixa com avanço da colheita nos EUA

Os contratos futuros de soja negociados na Bolsa de Chicago fecharam em baixa nesta terça-feira (27/10), pressionados pelo avanço da colheita nos Estados Unidos e pela ausência de novos anúncios de vendas avulsas da oleaginosa norte-americana para a China. O vencimento janeiro recuou 9,50 cents (0,76%), e fechou a US$ 12,43 por bushel. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) informou que os produtores haviam colhido 79% da safra até 25 de outubro, ante 64% na semana anterior e 77% na média dos últimos cinco anos. Os dados reforçaram a perspectiva de maior disponibilidade de soja norte-americana no curto prazo.

A ausência de novos anúncios de vendas avulsas para a China também pesou sobre as cotações. A última operação desse tipo havia sido anunciada em 22 de outubro. Embora os embarques dos Estados Unidos para o país asiático devam aumentar nos próximos meses, com a entrada da nova safra no mercado, os volumes dificilmente retornarão aos níveis anteriores ao início da disputa tarifária. A vitória de Luiz Inácio Lula da Silva na eleição presidencial também foi apontada como um fator que pode favorecer a continuidade das compras chinesas de soja brasileira. A avaliação é de que a China tende a manter o atual nível de aquisições do Brasil, sem uma mudança clara em direção ao produto norte-americano.

No Brasil, as chuvas registradas na última semana favoreceram a semeadura da safra de soja 2026/27 em Mato Grosso e Goiás, conforme a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Em Mato Grosso, o plantio já supera 60% da área prevista. As condições de umidade do solo permitiram aos produtores intensificar os trabalhos de campo. No Paraná, a semeadura também avança, e a maior parte das lavouras implantadas apresenta bom desenvolvimento. O progresso do plantio brasileiro, combinado ao avanço da colheita norte-americana, mantém a oferta e as perspectivas de produção no centro das atenções do mercado internacional.