29/Oct/2026
A Argentina identifica oportunidades para ampliar suas exportações de farelo de soja à União Europeia (UE) diante das possíveis dificuldades que as novas regras antidesmatamento do bloco podem impor ao produto brasileiro. A regulamentação europeia pode restringir os embarques do Brasil e abrir espaço para o avanço da concorrência argentina, que considera estar mais bem preparada para atender às exigências ambientais. A indústria brasileira de soja acompanha os possíveis efeitos das novas exigências sobre o acesso ao mercado europeu, um dos principais destinos do farelo utilizado na alimentação animal. Eventuais dificuldades para comprovar a conformidade com as regras podem afetar a competitividade do produto brasileiro e favorecer fornecedores capazes de atender aos requisitos regulatórios.
Segundo dados da Federação Europeia dos Fabricantes de Rações (Fefac), o Brasil foi o principal fornecedor de farelo de soja destinado à alimentação animal da União Europeia em 2025, respondendo por cerca de metade das importações do bloco. A participação brasileira evidencia a relevância do mercado europeu para a indústria nacional e o potencial impacto de eventuais barreiras regulatórias sobre os fluxos comerciais. Nesse cenário, a Argentina busca aproveitar a possibilidade de ampliar sua presença no mercado europeu. O avanço das exportações argentinas dependerá, entre outros fatores, da aplicação das regras europeias, da capacidade dos fornecedores de comprovar conformidade ambiental e das condições de competitividade entre as origens. Para o Brasil, a adaptação às exigências será importante para preservar sua participação em um mercado relevante para o farelo de soja. Fonte: Reuters. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.