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29/Oct/2026

Futuros de soja pressionados por colheita nos EUA

Os contratos futuros de soja negociados na Bolsa de Chicago fecharam em baixa nesta quarta-feira (28/10), ampliando as perdas das duas sessões anteriores. A pressão da colheita nos Estados Unidos e a entrada da nova safra no mercado prevaleceram sobre os fatores de sustentação, enquanto a queda superior a 1% nos preços do óleo de soja também contribuiu para o movimento negativo. O contrato com vencimento em janeiro recuou 5,00 cents de dólar, ou 0,40%, e fechou a US$ 12,38 por bushel. O mercado manteve postura cautelosa durante boa parte da sessão, após os preços romperem o suporte de US$ 12,50 por bushel na véspera.

A pressão sazonal decorrente do avanço da colheita norte-americana continuou limitando as cotações, diante da maior disponibilidade de grãos no mercado. No Brasil, a valorização do dólar ante o Real tende a favorecer a competitividade da soja nacional no mercado internacional e a estimular as exportações. Segundo a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec), os embarques brasileiros de soja devem somar 6,15 milhões de toneladas em outubro, volume 3,8% inferior às 6,40 milhões de toneladas exportadas no mesmo mês de 2025. No cenário comercial, a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva na eleição presidencial brasileira pode contribuir para a manutenção do fluxo de compras chinesas de soja brasileira, sem uma tendência clara de redirecionamento das aquisições para os Estados Unidos.

Essa perspectiva influencia as expectativas sobre a concorrência entre os dois principais fornecedores do mercado chinês, embora a evolução efetiva dos fluxos comerciais dependa das decisões dos compradores e das condições de preço e oferta. As perdas foram parcialmente limitadas pelo anúncio de uma venda avulsa de soja norte-americana. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) informou que exportadores relataram a venda de 120 mil toneladas da oleaginosa para destinos desconhecidos, com entrega prevista para o ano comercial 2026/27. A operação ofereceu suporte pontual às cotações, mas não foi suficiente para reverter a pressão predominante da oferta da nova safra.