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29/Oct/2026

Preços da soja ficam praticamente estáveis no Brasil

No mercado interno de soja, os preços se mantiveram praticamente estáveis nesta quarta-feira (28/10). O dólar encerrou a sessão desta quarta-feira (28/10) em leve baixa, após se aproximar de R$ 5,40, em meio a rumores sobre possíveis medidas do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para elevar a arrecadação. Na última hora de negócios, a moeda norte-americana perdeu força no mercado internacional, movimento acompanhado pelo câmbio brasileiro. Com o fechamento a R$ 5,34, o dólar recuou 0,19% na sessão, mas ainda acumula valorização de 6,95% na semana. A reversão no exterior ocorreu após declarações do presidente do Federal Reserve (Fed), Kevin Warsh, sobre os efeitos da política monetária. Há um consenso de que as medidas começam a produzir resultados e de que o crescimento mais robusto da economia dos Estados Unidos não está provocando aceleração da inflação. Os rendimentos dos Treasuries de curto prazo e o dólar no mercado internacional passaram a operar em baixa. Como esperado, o Fed manteve a taxa básica de juros. A pressão sobre o Real ganhou força após informações sobre a possibilidade de a equipe econômica estudar a cobrança de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) sobre títulos de renda fixa. Porém, isso não está no radar do governo. A incerteza em torno da política fiscal também continuou influenciando as posições dos investidores. O receio de novas sanções dos Estados Unidos e de uma deterioração das relações entre os dois países também contribuiu para uma postura mais defensiva.

Os contratos futuros de soja negociados na Bolsa de Chicago fecharam em baixa nesta quarta-feira (28/10), ampliando as perdas das duas sessões anteriores. A pressão da colheita nos Estados Unidos e a entrada da nova safra no mercado prevaleceram sobre os fatores de sustentação, enquanto a queda superior a 1% nos preços do óleo de soja também contribuiu para o movimento negativo. O contrato com vencimento em janeiro recuou 5,00 cents de dólar, ou 0,40%, e fechou a US$ 12,38 por bushel. A pressão sazonal decorrente do avanço da colheita norte-americana continuou limitando as cotações, diante da maior disponibilidade de grãos no mercado. No Brasil, a valorização do dólar ante o Real tende a favorecer a competitividade da soja nacional no mercado internacional e a estimular as exportações. A vitória de Luiz Inácio Lula da Silva na eleição presidencial brasileira pode contribuir para a manutenção do fluxo de compras chinesas de soja brasileira, sem uma tendência clara de redirecionamento das aquisições para os Estados Unidos. As perdas foram parcialmente limitadas pelo anúncio de uma venda avulsa de soja norte-americana.

No Paraná, na região de Cascavel, as indústrias indicam entre R$ 148,00 e R$ 150,00 por saca de 60 Kg FOB, para retirada em outubro no armazém do produtor. Para exportação, tradings indicam R$ 160,00 por saca de 60 Kg CIF Porto de Paranaguá, para entrega em novembro e pagamento em dezembro. Para a safra 2026/27, as indústrias indicam entre R$ 138,00 e R$ 142,00 por saca de 60 Kg FOB. As tradings indicam entre R$ 148,00 e R$ 152,00 por saca de 60 Kg CIF Porto de Paranaguá, para entrega em fevereiro e pagamento em março. Em Mato Grosso, na região de Primavera do Leste, as indústrias indicam R$ 145,00 por saca de 60 Kg CIF, para entrega em novembro. Para a safra 2026/27, tradings e indústrias indicam entre R$ 123,00 e R$ 124,00 por saca de 60 Kg FOB ou CIF, para embarque ou entrega a partir de fevereiro.

Fonte: Cogo Inteligência em Agronegócio.