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04/Nov/2026

Futuros recuam com dólar mais forte ante o Real

Os contratos futuros de soja negociados na Bolsa de Chicago fecharam em leve baixa nesta terça-feira (03/11), pressionados pelo fortalecimento do dólar ante o Real, que aumenta a competitividade da oleaginosa brasileira no mercado internacional e tende a estimular as exportações do Brasil. O vencimento janeiro recuou 2,75 cents (0,23%), e fechou a US$ 12,14 por bushel. No Brasil, o plantio da safra 2026/27 apresentou mais uma semana de avanço acelerado, apesar das dificuldades provocadas pela irregularidade das chuvas, com falta de precipitações em algumas regiões e excesso em outras. Levantamento da AgRural apontou que 53% da área estimada estava semeada até o dia 29 de outubro, ante 40% uma semana antes e 47% em igual período do ano anterior.

No cenário de produção, a StoneX elevou em 0,9% sua estimativa para a safra brasileira 2026/27, de 183,36 milhões para 184,95 milhões de toneladas. O volume representa aumento de 1,3% em relação às 182,61 milhões de toneladas projetadas para 2025/26 e reforça a perspectiva de uma nova produção recorde. Nos Estados Unidos, o avanço da colheita também contribuiu para limitar a sustentação das cotações. Dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) indicaram que os trabalhos estavam 88% concluídos até domingo, ante média de 84% nos últimos cinco anos. A maior disponibilidade do grão com a entrada da nova safra norte-americana aumenta a oferta no curto prazo. As perdas foram parcialmente limitadas pela demanda externa pela soja dos Estados Unidos. O USDA informou a venda de 134 mil toneladas da oleaginosa para destinos desconhecidos, com entrega prevista para o ano comercial 2026/27.

O USDA também reportou que as inspeções de soja para embarque nos portos norte-americanos somaram 2,44 milhões de toneladas na semana encerrada em 29 de outubro, avanço de 56% em relação ao mesmo período do ano passado. No acumulado do ano comercial até 22 de outubro, as vendas norte-americanas de soja alcançaram 28,78 milhões de toneladas, volume 80,45% superior ao registrado em igual intervalo da temporada anterior. Segundo a Ag Hedge, o ritmo das vendas é o mais intenso dos últimos quatro anos. A combinação entre demanda externa aquecida nos Estados Unidos e perspectiva de safra recorde no Brasil mantém o mercado atento à disputa pela participação nas exportações globais e à evolução das condições climáticas na América do Sul.