09/Nov/2026
Os contratos futuros de soja negociados na Bolsa de Chicago fecharam em leve alta na sexta-feira (06/11), em movimento de correção após o mercado acumular perdas em 21 das 26 sessões anteriores e encerrar o pregão de quinta-feira (05/11) abaixo de US$ 12,00 por bushel. O vencimento janeiro avançou 5,50 cents (0,46%), e fechou a US$ 11,9375 por bushel. Apesar da recuperação, o contrato acumulou desvalorização de 3,28% na semana passada. A sequência de quedas levanta questionamentos sobre quanto da pressão vendedora ainda permanece no mercado.
Uma nova venda avulsa de soja norte-americana para a China contribuiu para limitar as perdas e oferecer suporte às cotações. De acordo com o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), exportadores relataram a venda de 136 mil toneladas da oleaginosa ao país asiático, com entrega prevista para o ano comercial 2026/27. A pressão de oferta, entretanto, continua no radar dos investidores. A colheita nos Estados Unidos está na reta final, ampliando a entrada de soja da nova safra no mercado.
Além disso, operadores aguardam a divulgação do relatório do USDA nesta terça-feira (10/11), com expectativa de aumento da estimativa para a produção norte-americana, que já está projetada em nível recorde. Analistas estimam que o USDA elevará a projeção de produção de soja dos Estados Unidos. No cenário internacional, o escritório do USDA em Pequim projetou as importações chinesas de soja em 110 milhões de toneladas na safra 2026/27. O volume fica abaixo da estimativa oficial do departamento norte-americano, de 115 milhões de toneladas, indicando divergência entre as avaliações sobre a demanda do principal importador mundial da oleaginosa.