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24/Feb/2026

Preços do trigo estão firmes no mercado doméstico

As cotações internacionais do trigo vêm registrando fortes altas, impulsionadas pela falta de umidade em áreas de cultivo do trigo de inverno nos Estados Unidos. Cerca de 46% da área de trigo de inverno dos Estados Unidos apresentava algum grau de deficiência hídrica, conforme informou o Monitor de Seca dos Estados Unidos na semana passada. Assim, na Bolsa de Chicago, o contrato Março/2026 do trigo Soft Red Winter registra alta de 4,5% nos últimos sete dias, a US$ 5,73 por bushel (US$ 210,73 por tonelada. Na Bolsa de Kansas, o vencimento Março/2026 do trigo Hard Winter tem valorização de 5,5% no mesmo comparativo, a US$ 5,72 por bushel (US$ 210,27 por tonelada). Esse movimento externo foi repassado ao mercado do Rio Grande do Sul. No Estado, a alta internacional se soma à oferta mais restrita, sobretudo de trigo de melhor qualidade, elevando as cotações. Em São Paulo, os preços continuam firmes, influenciados pela oferta restrita no Estado. Os vendedores aguardam momentos mais atrativos para negociar.

No Paraná, agentes seguem focados nas colheitas de soja e de milho e mantêm o trigo estocado, visando comercializar o cereal em períodos de maior ganho financeiro. Em Santa Catarina, os preços permanecem estáveis. Nos últimos sete dias, os preços médios no mercado de balcão (preço pago ao produtor) permanecem estáveis no Paraná, Santa Catarina e no Rio Grande do Sul. No mercado de lotes (negociações entre empresas), no Rio Grande do Sul, há alta de 2,84% no período; em São Paulo, de 0,78%; já no Paraná, observa-se pequena queda de 0,53%; enquanto em Santa Catarina, os preços se mantêm estáveis. Em relatório divulgado na semana passada, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) apontou que a área com trigo da safra 2026/2027 dos Estados Unidos pode somar 18,2 milhões de hectares, leve queda de 0,7% frente à do ciclo anterior. A produtividade deve recuar para cerca de 3.420 Kg por hectare (-4,7%), levando a produção a aproximadamente 50,6 milhões de toneladas, redução de 6,3%. Apesar da menor produção, os estoques iniciais elevados sustentam a disponibilidade total.

O consumo doméstico permanece praticamente estável, enquanto as exportações devem cair para 23,1 milhões de toneladas (-5,6%), diante da maior concorrência internacional. Os estoques finais são estimados em 25,4 milhões de toneladas (+0,2%), mantendo a relação estoque/uso elevada, em 47%. O preço médio ao produtor deve subir ligeiramente para US$ 5,00/bushel (+2,0%), indicando que o mercado global ainda é confortável em termos de oferta. Segundo informações da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Pesca da Argentina, as exportações de trigo somado 4,037 milhões de toneladas em janeiro. Esse volume chegou a representar quase metade de toda a quantidade de produtos agropecuários embarcados pela Argentina no primeiro mês do ano, que foi de 10,065 milhões de toneladas. Quanto aos preços FOB divulgados pelo Ministério da Economia da Argentina, há recuo de 1% nos últimos sete dias, passando para US$ 205,00 por tonelada. A média de fevereiro/2026 está em US$ 208,15 por tonelada, valor 12,4% inferior ao observado em fevereiro/2025. Fonte: Cepea Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.