13/Apr/2026
O mercado físico de trigo apresenta baixa liquidez na Região Sul do Brasil, com negociações limitadas pelo direcionamento da logística e das operações comerciais para a colheita e o escoamento da soja e do milho. A restrição na oferta e o foco operacional em outras culturas reduzem o volume disponível e dificultam o fechamento de negócios. No Paraná, a disponibilidade de trigo é reduzida, sustentando os preços em níveis que começam a encontrar resistência por parte da indústria moageira. As indicações de compra giram em torno de R$ 1.350,00 por tonelada CIF, com entrega imediata e pagamento no mês seguinte, enquanto os vendedores pedem entre R$ 1.300,00 e R$ 1.350,00 por tonelada FOB no interior.
No mercado de importação, o trigo do Paraguai e da Argentina chega ao Estado com referência próxima de R$ 1.400,00 por tonelada CIF. O produto argentino é utilizado principalmente para composição de blends, visando melhorar a qualidade do trigo nacional. No Rio Grande do Sul, a comercialização também segue em ritmo lento, com poucos negócios nas últimas semanas. O mercado spot é abastecido por volumes pontuais de produtores que buscam liberar espaço nos armazéns para a entrada da soja.
Nesses casos, as negociações ocorrem entre R$ 1.250,00 e R$ 1.280,00 por tonelada FOB para entrega imediata. Os moinhos apresentam posição de abastecimento confortável no curto prazo, direcionando novas aquisições principalmente para períodos a partir de maio. Produtores com estoques já acomodados mantêm postura firme, com pedidas mínimas de R$ 1.300,00 por tonelada FOB. No Porto de Rio Grande, as referências para recompra de trigo importado variam entre US$ 280,00 e US$ 290,00 por tonelada CIF.
O volume importado permanece abaixo do registrado no mesmo período do ano anterior, reflexo de problemas de qualidade na safra argentina. A expectativa é de aumento nas importações a partir de maio, mesmo com qualidade inferior, para complementação dos estoques domésticos. Para a próxima safra, o cenário indica redução na área plantada, diante da combinação de custos elevados de insumos, especialmente fertilizantes, e preços atuais do cereal, que limitam a rentabilidade do produtor. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.