28/Apr/2026
Os preços internacionais do trigo registraram alta de 22% no primeiro trimestre, impulsionados por tensões geopolíticas no Oriente Médio e por preocupações com o clima em regiões produtoras. O movimento reflete o aumento da percepção de risco sobre a oferta global do cereal. Apesar de a safra 2025/26 apresentar produção superior ao consumo, as perspectivas para o ciclo seguinte indicam redução da área plantada, influenciada pelos preços mais baixos registrados no fim do ano anterior. Ainda assim, o volume global de produção pode se manter entre os maiores da série histórica.
Na União Europeia, a produção deve recuar em 8 milhões de toneladas, enquanto na Ucrânia já há redução no plantio de primavera. No Canadá, parte da área foi direcionada à canola, e nos Estados Unidos também há previsão de diminuição no cultivo do cereal. Na América do Sul, projeções indicam safras menores na Argentina e no Brasil. O cenário é influenciado pela elevação dos custos de produção, especialmente de fertilizantes nitrogenados, pressionados pelo conflito no Oriente Médio. Esse ambiente de custos elevados, associado à incerteza climática, tem levado produtores a reduzir a área destinada ao trigo em diferentes regiões.
No campo climático, projeções indicam probabilidade de 80% de ocorrência do fenômeno El Niño até agosto, o que pode reduzir riscos de seca nos Estados Unidos e aumentar o volume de chuvas na América do Sul, influenciando o desenvolvimento das lavouras. A combinação entre menor área global, custos elevados e incertezas geopolíticas sustenta o viés de alta dos preços no curto prazo, com o mercado atento à evolução da oferta na próxima safra. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.