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09/Jul/2026

Bolsa de Chicago incorpora prêmio de risco climático

Segundo a Blue Line Futures, o mercado da soja voltou a incorporar prêmio de risco climático na Bolsa de Chicago, impulsionado pela perspectiva de tempo mais seco no Meio Oeste dos Estados Unidos. No entanto, a continuidade da recuperação dos preços dependerá da manutenção das compras chinesas de soja norte-americana. A oleaginosa voltou a se aproximar do patamar de US$ 12,00 por bushel, sustentada pela combinação entre previsões climáticas menos favoráveis para as regiões produtoras dos Estados Unidos e compras realizadas pela Cofco, estatal chinesa do setor de alimentos. Caso os fatores de sustentação permaneçam presentes, o mercado poderá superar esse nível e buscar novas resistências técnicas. O mercado reduziu excessivamente o prêmio de risco após a diminuição das tensões no Oriente Médio e agora recompõe parte desse movimento diante das incertezas climáticas. Estima-se que a Cofco tenha adquirido entre 300 mil e 600 mil toneladas de soja dos Estados Unidos.

Ainda assim, episódios anteriores mostraram perda de sustentação das cotações quando novas compras chinesas deixaram de ocorrer, tornando essencial a continuidade da demanda para manter o movimento de valorização. As condições climáticas voltaram ao centro das atenções porque os modelos meteorológicos para os próximos 8 a 14 dias indicam precipitações abaixo da média no centro do Meio Oeste norte-americano, período considerado crítico para a polinização das lavouras de milho. Há deterioração nas condições das lavouras norte-americanas. Atualmente, 67% das áreas de milho são classificadas entre boas e excelentes, abaixo dos 74% registrados no mesmo período do ano anterior. Esse quadro reduz a probabilidade de que a produtividade alcance 11,67 toneladas por hectare, indicando potencial produtivo inferior.

No mercado de milho, o contrato com vencimento em dezembro rompeu importante resistência técnica e passou a operar em faixa superior de preços. Entretanto, avanços adicionais dependerão da persistência do calor e do tempo seco durante a fase de polinização, uma vez que o mercado ainda não identifica riscos suficientemente elevados para uma alta mais expressiva. Para o trigo, a expectativa é de valorização adicional, embora em ritmo mais moderado. Os principais fatores de sustentação continuam sendo os problemas de produção da safra de trigo de inverno nos Estados Unidos. A seca em parte da Europa permanece como fator de risco adicional para a oferta global, podendo ampliar a volatilidade do mercado caso as condições climáticas se agravem. A continuidade da recuperação dos mercados agrícolas dependerá principalmente da evolução das condições climáticas nas regiões produtoras dos Estados Unidos e da manutenção do ritmo das compras chinesas de soja norte-americana. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.